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13.12.11

Up-to-date: Recife-Maceió - condições da estrada (dezembro de 2011)


E mais uma vez o Viajante Amador realizou a simpática viagem de carro entre Recife e Maceió nos dias 10 e 11 de dezembro de 2011, final de semana passado. Aqui vão as atualizações sobre as condições da estrada:

Pela BR-101:
- a duplicação da BR-101 no trecho alagoano continua um sonho impossível. Nenhuma parte compreendendo a divisa com Pernambuco até Maceió está duplicada. A pista está em condições razoáveis, apresentando buracos e crateras perigosos com uma certa regularidade;
- o trecho entre Palmares (PE) e Novo Lino (AL), com mais ou menos 32 km, continua com 24 km de caminhos em péssimo estado. A ponte provisória que existia foi substituída por estrada. Houve uma discreta melhora em alguns pontos, o que faz com que esse trecho seja percorrido em quarenta minutos, ou um pouco menos.
- O trecho entre Palmares (PE) e Recife continua duplicado e OK. Em alguns locais, placas de concreto estão sendo refeitas, o que exige uma certa atenção do motorista para alguns estreitamentos de pista. Ainda assim, São 125 quilômetros (dos 259 totais) tranquilos.
- A distância entre as duas capitais, pela BR-101, continua um tédio só. Há poucos locais pra se parar para um descanso, um café, exceto postos de gasolina bem modestos. A estrada não tem qualquer atrativo. Continua sendo uma má escolha, mesmo pra quem estiver com pressa de chegar lá.

Pelo Litoral:
- Continuam sendo 262 km. 3 a mais que pela BR;
- O trecho entre o Cabo de Santo Agostinho (PE) e até depois da entrada para Porto de Galinhas está em reforma e ampliação (a contagotas), com alguns gargalos de trânsito e asfalto precário;
- Um outro pequeno trecho entre Porto Calvo e Japaratinga (ambas em Alagoas), a estrada exige mais atenção do motorista pela presença de alguns buracos bem grandes;
- O tráfego de caminhões é muito menor, o que exige menos ultrapassagens;
- Há vários locais para se parar, descansar e comer bem em Peroba, Maragogi e Japaratinga, além de alguns momentos em que se segue ao longo da costa, junto ao mar, o que torna a viagem infinitamente menos entediante que pela BR. Não deixe de ler o post específico sobre o assunto.

É isso. Continuaremos fazendo nossas viagens pelo litoral. Ainda não acredito que compense ir pela BR 101.

Abraço!


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29.9.11

Up-to-date: Recife-Maceió - condições da estrada


O Viajante Amador já postou, em mais de uma ocasião, sobre a agradável viagem de carro entre Recife e Maceió. Uma dúvida constante, porém, é saber se a estrada está boa e se vale mais a pena ir pelo litoral (pelos seus atrativos) ou se pela BR-101 (atualmente em duplicação) é mais rápido.

Pois bem. No fim de semana passado, 24 e 25 de setembro de 2011, fomos investigar o assunto e chegamos às seguintes conclusões:

Pela BR-101:
- a duplicação da BR-101 continua a passos super lentos. O trecho entre Recife e Palmares está pronto há algum tempo e continua ok. São 125 quilômetros (dos 259 totais) de tranquilidade;
- o trecho entre Palmares e Novo Lino (AL), com 32 km, tem 24 km de caminhos em péssimo estado. Há até uma ponte provisória, para um carro por vez, com semáforo e tudo. Esse pedaço leva mais ou menos uma insuportável hora pra ser feito;
- Entre Novo Lino e Maceió não há duplicação e ela dificilmente (acredito) ficará pronta antes da Copa de 2014. As condições da estrada estão boas;
- Os 260km de distância entre as duas capitais, pela BR-101, continuam um tédio só. Há poucos locais pra se parar para um descanso, um café, exceto postos de gasolina modestos. A estrada não tem qualquer atrativo. Continua sendo uma má escolha, mesmo pra quem estiver com pressa de chegar lá.

Pelo Litoral:
- Continuam sendo 262 km. 3 a menos que pela BR;
- Com exceção do trecho que passa pela cidade do Cabo de Santo Agostinho, que está em reforma, e um outro pequeno trecho entre Porto Calvo e Japaratinga (ambas em Alagoas), a estrada está em boa condições;
- O tráfego de caminhões é muito menor, o que exige menos ultrapassagens;
- As obras de duplicação entre a entrada do Porto de Suape e Porto de Galinhas se arrastam. Não conte com a estrada duplicada ainda;
- Há vários locais para se parar, descansar e comer bem em Peroba, Maragogi e Japaratinga, além de alguns momentos em que se segue ao longo da costa, junto ao mar, o que torna a viagem infinitamente menos entediante que pela BR. Não deixe de ler o post específico sobre o assunto.

É isso. Continuaremos fazendo nossas viagens pelo litoral. Ir pela BR talvez valha a pena lá pra 2014.

Abraço!


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5.8.10

Boas notícias para a aviação regional em PE, AL e SE


Parece que finalmente minhas preces foram ouvidas. Há tempos que ouço falar (e repito) o discurso de fortalecimento da aviação aérea regional. Trechos curtos, aviões pequenos e agilidade no serviço. Isso facilita tudo pra muita gente.

E recentemente tivemos uma boa novidade. Somando-se aos destinos já oferecidos pela TRIP, está operando, com base em Recife, a NOAR Linhas Aéreas, que agora também entra na briga pelo espaço aéreo regional de Pernambuco, Alagoas e Sergipe.

Segundo o site da companhia, que opera voos entre Recife, Caruaru, Maceió e Aracaju, sua frota é composta por "aeronaves de fabricação tcheca, modelo L-410, tradicionalmente conhecido por “LET”. Trata-se do mais bem sucedido bimotor turbo-hélice de até 19 passageiros para ligações regionais de curta distância, com mais de 1.200 unidades vendidas em todo o mundo."

Pelo que eu pude pesquisar no site, eles têm preços bem atrativos nos vários voos diários:
Recife-Caruaru (25 min):  R$ 67,90
Recife-Maceió (45 min): R$ 99,90
Maceió-Aracaju (50 min): R$ 119,90
Recife-Aracaju (2:05h): R$ 219,90

Mas atenção: a franquia de bagagem é de apenas dez quilos. Cada quilo extra é cobrado à parte.

Se você já viajou por eles, compartilhe conosco como foi sua experiência.

11.12.09

Recife-Maceió: uma mini "road trip" pra lá de interessante...


Muita gente que me conhece não sabe uma coisa sobre mim: meu sangue é 50% alagoano.

Pois é. Sou filho de Alagoano com Pernambucana e, sempre que podemos, vamos nós três a Maceió visitar os parentes.

Nos últimos anos, temos ido com mais frequência e o trajeto de ida e volta tem se tornado cada vez mais agradável.

"E O QUE ISSO TEM A VER COM O BLOG?"

Bom, pouco tempo atrás escrevi um "post" sobre algumas atrações da Região Metropolitana do Recife e dos litorais norte e sul de Pernambuco para uma visita de 15 dias.

E é exatamente dentro desses quinze dias que o turista pode inserir uma excelente programação: tirar alguns dias para passear pelo estado de Alagoas.

A diversão pode começar na mini "road trip" Recife-Maceió. E aqui vão algumas dicas de quem sempre passa por lá.

Cintos afivelados, "vamusimbora" minha gente!

O TRAJETO

Trecho da AL-105. Cana de açúcar até onde a vista alcança. Foto: Breno Beltrão.

280 quilômetros. É a distância aproximada entre Recife e Maceió pelas rodovias BR-101, PE-060, AL-101, AL-465, AL-105, AL-413 e, novamente, a AL-101.

A estrada, no trecho pernambucano, está em ótimas condições. Na parte alagoana, existe um pedaço que requer muita atenção do motorista, entre Japaratinga e São Luís do Quitunde. São mais ou menos 70 km em que o viajante deve baixar a velocidade para desviar das crateras e dos motoristas que invadem a contramão para fugir dos outros buracos na pista.

O CARRO

Nissan Livina AT 1.8. Excelente desempenho nas subidas e ultrapassagens. Foto: Breno Beltrão.

O turista que vai alugar para fazer a viagem Recife-Maceió deve, se possível, optar por um modelo 1.4, 1.6 ou 1.8. Nessa última ida, fomos de Nissan Livina. O motor 1.8 foi perfeito para as subidas, descidas e ultrapassagens, que são constantes, já que em pelos menos três quartos da viagem a estrada não é duplicada Por outro lado, o câmbio automático é uma verdadeira mão na roda pra quem quer evitar a chatice das trocas de marcha nas várias lombadas (físicas e eletrônicas) ao longo do caminho.

PRIMEIRA HORA DE VIAGEM


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A primeira hora da viagem, tanto na ida, quanto na volta, é bem chatinha. No caso da ida, vai do centro do Recife até mais ou menos a entrada de Porto de Galinhas. O trecho é predominantemente urbano e, com ele, é de se esperar um certo trânsito e muitas lombadas. A depender da pressa do motorista e do horário, essa "primeira hora" pode virar "quarenta minutos". Só não seja imprudente!

Nessa parte da viagem, não há muito o que se fazer a não ser seguir em frente. No entanto, caso você encontre alguma barraquinha vendendo castanhas, pare e compre. Elas são fresquinhas (assadas há pouco) e "in natura", sem aquele monte de sal que há nas industrializadas que se compra em supermercado.

SEGUNDA HORA DE VIAGEM


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Esse segundo trecho, pra mim, é o mais interessante da viagem. Ele começa logo após a tumultuada entrada/saída de Porto de Galinhas e vai até o momento em que a estrada encontra as águas azuis do mar de Alagoas. A variação de cenários é realmente impressionante.

Engenho de cana na PE-060. Uma viagem no tempo. Foto: Breno Beltrão.

Uma das primeiras imagens bacanas que se vê, no lado do passageiro, é um engenho de cana de açúcar, cujo nome infelimente não me recordo agora (se alguém souber, escreva no comentário, por favor!!). É uma verdadeira viagem no tempo.



De início, o local apresenta uma sequência de vários arcos de um aqueduto que deságua na casa da moenda, aparentemente muito bem preservada. Ao longe se vêem as casas dos trabalhadores e, num plano mais elevado, a antiga casa grande. Do lado esquerdo, já no final da propriedade, fica uma igrejinha.


O legal é que, se você não quiser, nem precisa descer do carro para apreciar a simplicidade e beleza das construções.

Seguindo em frente, se você sentir vontade de beliscar algo (para comer, claro), uma boa pedida é parar em alguma das barraquinhas que ficam na estrada. Sempre há algo novo para se experimentar: passa de cajú, bolinhos de goma, frutas frescas, doces variados, cocadas, bolachas "Maragogi", isso somente para exemplificar.

Barraquinhas típicas de estrada em litoral. Não se deixe enganar pela aparência simples. Os produtos vendidos são iguarias verdadeiramente imperdíveis. Foto: Breno Beltrão.

Bolachas "Maragogi" doces ou salgadas (à esquerda), passa de caju (centro) e bolinhos de goma (direita). Trio perfeito para acompanhar uma boa xícara de café. Foto: Breno Beltrão.


Mais ou menos na metade desse trecho, já perto da entrada para Tamandaré, rola o "momento verde" da viagem.

Reserva Ecológica de Saltinho. Momento "verde" da viagem. Foto: Breno Beltrão.


A rodovia PE-060 atravessa a Reserva Ecológica de Saltinho. Nesse exato momento, desligue o ar condicionado do carro, diminua a marcha, baixe todos os vidros e respire profundamente o ar fresco e úmido da mata. Em alguns locais, as árvores cresceram tanto que formaram um teto natural. Se precisar, ligue os faróis do carro.

Siga em frente pela estrada. Nela, você chegará a Alagoas, pela AL-101, rodovia estadual que, ao menos em tese, segue o litoral alagoano até a divisa com o estado de Sergipe.

No centro de Maragogi há vários restaurantes que servem bons frutos do mar. Porém, se você estiver a fim de um lanche rápido ou almoço executivo, uma boa opção, na própria AL-101, é parar no Autocafé. Eles até disponibilizam acesso à internet, em terminais locais, ou WiFi.

Se o visitante, no entanto, desejar um comida mais requintada, feita na hora, com temperos e combinações pra lá de exóticos, a melhor opção mesmo é esperar para almoçar na Estalagem Caiuia, pouco mais à frente, em Japaratinga. Acredite em mim: vale muito a pena. O arroz com castanha deles é de lamber os lábios (ou "beiços", como dizemos aqui).


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Com ou sem refeição, o final do segundo trecho da viagem revela a sua parte mais interessante: o momento em que a estrada encontra as águas absurdamente azuis do litoral alagoano.

AL-101, entre Maragogi e Japaratinga. Convite a um banho de mar. Foto: Breno Beltrão.

Não tem como errar o local. Fica entre Maragogi e Japaratinga, cerca de 6 km após a entrada do Hotel Salinas de Maragogi.

Não dá pra dizer muita coisa. A tranquilidade do local e o visual falam tudo:






O grande detalhe é que eu bati essas fotos num sábado de manhã, já perto do meiodia. Cadê a muvuca? :)

Fim do segundo trecho.

TERCEIRA HORA DE VIAGEM


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O terceiro trecho é o momento rural do itinerário. Além da cana, vê-se muitas fazendas de gado pela estrada. Não é raro se dar de cara com uma "queimada".

Queimada da cana de açúcar. Espetáculo fascinante aos olhos e gerador de grande poluição ambiental destinado a facilitar o corte da cana. Fotos: Breno Beltrão.

Esse trecho da viagem concentra várias subidas e descidas intervalados por grandes altiplanos onde vastas plantações de cana são os maiores objetos de contemplação do viajante. Dá sono. É melhor tomar um bom e grande café "espresso" em Maragogi ou Japaratinga.

Pra quem mora em Recife ou em Maceió, uma boa dica para a estrada, em São Luís do Quitunde, é dar uma paradinha no "Búfalo Bill".

Loja "Búfalo Bill" em São Luís do Quitunde. Carnes e Laticínios de búfalo em grande variedade e bons preços. Foto: Breno Beltrão.

O local em si está longe de ser um primor estético. Na verdade, o que se vê hoje em dia na foto acima já é fruto de reformas e ampliações de uma lojinha pequena que se ocupava de vender ao consumidor, sem intermediários, a produção da Fazenda Castanha Grande.

Interior da lojinha Búfalo Bill. Foto: Breno Beltrão.

A variedade de produtos impressiona e os preços são bastante honestos. Vale a pena dar um parada, mas o turista pode seguir direto para Maceió.

QUARTA HORA DE VIAGEM (E ÚLTIMA... UFA!)


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Nessa quarta e última etapa do trajeto, apesar das bonitas paisagens de praia, se você tiver feito todas as paradas sugeridas, já estará meio cansadinho e doido de vontade de chegar ao destino.

Pra piorar a situação, esse pedaço de mau caminho (no sentido literal) tem muito trânsito de carro, ônibus, moto, todos praticamente parando a cada dez minutos por conta das inúmeras lombadas da estrada. O resultado disso é que os menos de quarenta quilômetros de estradas levam entre 30 minutos e uma hora para serem percorridos.

Apesar do cansaço, eu recomendo veementemente que se dê uma paradinha no mirante da Sereia.

Mirante da Praia da Sereia, Maceió. Foto: Breno Beltrão.

Fica logo após o Venta Club e em frente a um posto BR. Vale a pena parar para bater umas fotos. Olha só o visual:



Cumprida essa parada obrigatória, siga para Maceió e aproveite a cidade e tudo que ela tem: de melhor: lindas praias urbanas, excelentes restaurantes e vida noturna agitada.

Espero que você tenha gostado dessa "road trip" e que muitas outras mais ainda venham no Viajante Amador.

Até a próxima!


SITUAÇÃO DA ESTRADA (ATUALIZAÇÃO)


Gente, fiz essa viagem alguns dias atrás (abril de 2011) e, no trecho desde a divisa com Pernambuco até quase São Luís do Quitunde, a estrada não estava em boas condições. Somou-se a isso o período chuvoso (que se estende até meados de agosto / começo de setembro) e o resultado é um percurso monótono e mais demorado que o habitual. 


Se você tiver pressa, a melhor alternativa é ir pela BR-101. De Recife até Palmares (uns 120 dos aproximadamente 260 km), a estrada está toda duplicada e em excelente estado. Entre Palmares e a divisa com Alagoas, são cerca de 30 quilômetros de obras, inferno e estrada de barro (pasmem),  o que dá quase uma hora, mas passado esse pedaço, o restante até Maceió, mesmo não duplicado, está em bom estado. O ruim é que a ida (ou volta) pela BR-101 não oferece outras opções de refeição que não sejam aqueles tradicionais postos de beira de estrada.

Para saber sobre a atualização de setembro de 2011 sobre as condições da estrada, por favor, clique aqui.

Outros posts do assunto:

Recife-Maceió: terra ou ar?


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9.12.09

Recife-Maceió: terra ou ar?

Publicação original: 10.12.2009.
Alterado em: 10.12.2009.


Dia desses, um conhecido me perguntava se, vindo conhecer Recife, valeria a pena ir a João Pessoa ou Maceió? Em valendo, o que seria melhor: carro ou avião?

De cara, respondi a ele que tanto Maceió quanto João Pessoa são cidades muito legais e bem próximas a Recife (destino principal dele) e valeria muito a pena tirar um tempinho para conhecer uma ou ambas.

Quanto ao transporte, respondi que, para JP (João Pessoa para os íntimos), o melhor, sem dúvidas, é transporte rodoviário, pois a cidade fica a apenas uma hora e meia de Recife. Já sobre Maceió, hesitei um pouco em responder, pedi um tempo para pesquisar sobre o assunto e disse que a resposta viria em forma de "post".

Vamos lá.

RECIFE-MACEIÓ PELO AR

Não existe voo direto Recife-Maceió.

As duas únicas companhias que fazem uma ligação razoável entre as cidades são a TAM e a GOL, e, mesmo assim, com conexão em Salvador. É possível (ao menos em tese) uma maratona bizarra Recife-Campinas-Maceió pela Azul, mas acredito que isso não faria muito sentido.

Por outro lado, uma rápida pesquisa de tarifas agora para dezembro revela valores entre 700 e 1000 reais. Nada barato para uma distância aérea de apenas 181 km.

E, o pior, a logística da coisa: 1 hora de antecedência de voo + 7 horas de viagem (TAM) ou 3 (GOL) + 1 hora de trajeto entre o aeroporto de Maceió e o bairro da Ponta Verde = 9 horas (TAM) ou 5 (GOL).

Após "fechar" esse post, tomei conhecimento, pelo leitor Paulo, que a Trip Linhas Aéreas iniciará, a partir de 20 de dezembro próximo, um voo direto Recife-Maceió. A notícia é fantástica.

A viagem será feita pelo Embraer 175 em sobrevoo de apenas 45 minutos. O avião é pequenininho, mas é super ágil. Voei nele duas vezes esse ano, entre Washington e Miami, e me supreendi com o desempenho do bicho.

Essa nova opção deverá custar aproximadamente R$ 500,00 (ida e volta) e, com traslados e espera de check-in, o tempo total de viagem deverá ficar em cerca de 3 horas por cada perna. É uma opção a se considerar caso o viajante esteja com pressa.

RECIFE-MACEIÓ POR TERRA


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Entre o centro de Recife e o bairro da Ponta Verde, em Maceió, pelo caminho do litoral, são aproxidamente 260 quilômetros.

É possível fazer o trajeto de carro em pouco menos de quatro horas, apesar de todas as lombadas - fisícas e eletrônicas - que estão presentes em quase todo o percurso. De ônibus, pela Real Alagoas, a viagem não dura mais que isso e o ônibus executivo sai por cerca de R$ 57,00.

De um modo ou outro, não havendo "check-in" nem conexões, incluindo-se os traslados até as respectivas rodoviárias (para o caso de se viajar de ônibus), o transporte rodoviário ganha em tempo e em custo para o aéreo. Eu até tinha mais ou menos essa opinião, mas a pesquisa transformou a dúvida em certeza.

E independentemente dos custos menores, a micro "road trip" Recife-Maceió pode ser uma experiência bastante agradável. É só clicar no link abaixo.

Abraços!

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Recife-Maceió: uma mini "road trip" pra lá de interessante...


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