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19.12.12

Internet no seu smartphone: Estados Unidos


Estranhamente, no que diz respeito ao acesso a planos de internet 3G pré-pagos, os Estados Unidos revelam-se um país com pouquíssimas opções. Na verdade, a opção é única: a T-Mobile.
Levando em conta que as redes CDMA não servem pros celulares brasileiros e europeus, de cara, já excluímos a Sprint, a Verizon e a MetroPCS. Sobram duas principais de GSM: AT&T e T-Mobile.

A AT&T não trabalha com planos de internet pré-pagos. Você pode até comprar um chip pré-pago deles, mas obterá, no máximo, os serviços de voz e SMS. Ao abrir o browser do smartphone, aparecerá uma mensagem do tipo "no data for your plan".

A única que sobra, de fato, é a T-Mobile. O SIM Card só pode ser comprado em lojas da própria T-Mobile. É uma ótima operadora, com bons serviços, boa cobertura, a salvo por um pequeno detalhe: na maior parte do tempo, você só receberá sinal de internet 2G (Edge). Com ele, dá pra navegar (com uma certa paciência), usar whatsapp, Tango, Viber e Skype, todos com voz, sem falhas. Ao adicionar vídeo à conversa, aí sim, você nota uma certa dificuldade.

O preço do serviço da T-Mobile é interessante. Eles têm um plano através do qual o usuário paga por dia de utilização, o "Pay By The Day plan".


No nosso caso, basta fazer o de dois dólares ao dia pra se ter internet 2G, além de voz e sms ilimitados dentro dos EUA. Com ele, você não pagará muito e ficará conectado durante sua estadia no país do Tio Sam.

É importante ressaltar que tanto a AT&T quanto a T-Mobile possuem um pacote de ligações internacionais para telefones fixos por 10 Dólares. Mas esse serviço para planos pré-pagos mensais de, no mínimo, 30 Dólares. O plano diário não vale.

Até mais!

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22.11.12

Internet no seu Smartphone: França


Já cansei de dizer aqui as inúmeras vantagens de se levar o smartphone numa viagem, especialmente quando se compra um chip local pré-pago com acesso à internet.

Em viagens pela França, tenho usado o serviço da Orange. Em qualquer loja da operadora, é bem provável que você encontre algum vendedor que possa te ajudar - com muito boa vontade - em francês e até mesmo em inglês.

O chip pré-pago deles se chama Mobicarte. Custa, em média, 10 Euros, mas vem com 5 Euros de crédito. Com mais 5 Euros que você compre por fora, é possível adquirir o pacote "Bons Plans Semaine Internet Max", que te dá 7 dias de acesso à internet 3G de alta velocidade (até 7.2 mbps) por apenas 7 Euros. Eu fiz esse e funcionou perfeitamente bem.

Vale salientar que esses planos e promoções variam de tempos em tempos. Caso você adquira o chip num quiosque do aeroporto, basta fazer a recarga e depois tentar adquirir o pacote por conta própria. Eu fiz umas capturas de tela do smartphone que talvez possam ajudar:

01. Digite #123# e aperte a tecla de fazer a ligação.


02. Na tela de menu, responda com o número referente à opção "Bons Plans".


03. Escolha a opção "Internet et e-mails".


04. Escolha a opção "Option internet max".


05. Na opção seguinte, a salvo você fique apenas dois dias na França, a opção mais vantajosa é o "BP Semaine Internet Max".


06. Confirme a escolha com a opção "valider".


Pronto. Seu plano de internet deverá ser habilitado com sucesso. Se essa operação não der certo, ou se os passos mostrados acima não sejam mais os válidos no momento da sua compra, o melhor mesmo é procurar uma lojinha da Orange.

Até mais!

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5.7.12

Videopost: Como dirigir na França?

Dirigir nas rodovias francesas é uma maravilha. Asfalto impecável, lindas paisagens, sinalização eficiente e altos limites de velocidade garantem ao viajante todo o conforto necessário para transitar pelo país.

As regras de trânsito são praticamente idênticas às adotadas no Brasil e em Portugal. Além da sinalização internacionalmente consagrada, você pode encontrar os seguintes avisos escritos:

  • Arrêt (pare)
  • Chaussée glissante (estrada escorregadia)
  • Chaussée déformer (estrada em más condições)
  • Cédez le passage (Dê a preferência)
  • Douane (aduana/alfândega
  • Fin de chantier (fim de canteiro de obras)
  • Passage piétons (passagem de pedestres/peões)
  • Péage (pedágio/peagem)
  • Ralentir (diminuir a velocidade)
  • Ralentir travaux (diminuir a velocidade; trabalho à frente)
  • Rappel(lembrete)
  • Vous n'avez pas la priorité (você não possui preferência)

De resto, basta conferir as outras dicas que o Viajante Amador preparou para você nesse videopost:



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11.5.12

Internet pré-paga no seu Smartphone: Suíça

Estar conectado durante as nossas viagens é simplesmente fantástico. Poder usar Facebook, Twitter, Foursquare, Skype, fazer ligações por aplicativos de Voip, tudo isso pagando muito menos que as taxas de roaming internacional, é algo que os viajantes conectados têm buscado pelo mundo afora.

Pois bem. Na Suíça, uma excelente opção é comprar um chip pré-pago da Orange. O chip custa 10 Francos Suíços (aproximadamente 9 Euros) e, pelo agora em maio de 2012, já vinha com 10 Francos de crédito. E esses mesmos 10 Francos habilitavam o usuário a escolher um  brinde grátis por uma semana: voz, sms ou internet ilimitada.

Obviamente escolhi a internet ilimitada e tudo funcionou excelentemente bem. A conexão, na maior parte das vezes, era 3G de 7.2 mbps, uma verdadeira bala! E tudo isso por, pasmem, apenas 9 Euros. Em compensação, todo o restante de coisas na Suíça foi bem carinho, mas isso é assunto para outros posts no futuro...

Post da série sobre a Suíça:

Internet pré-paga no seu Smartphone: Suíça
Jungfraujoch, Suíça: o topo da Europa!
Videopost: Para dirigir na Suíça...
Sprüngli: Zurique para lamber os beiços


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9.5.12

O bendito padrão brasileiro de tomadas...

Todo bom viajante sabe que existem vários padrões de tomadas espalhados pelo mundo. Para evitar surpresas desnecessárias, há no mercado vários adaptadores universais que são vendidos por aproximadamente 30 dólares americanos.

O interessante, porém, é refletir que, até alguns anos atrás, o padrão brasileiro - ou a falta de um padrão brasileiro - fazia com que utilizássemos frequentemente tomadas compatíveis com os padrões europeu e americano, até que, do nada, alguém teve a brilhante idéia de impor um novo padrão, de três pinos redondos, que não é usado em nenhum outro lugar do mundo.

Em outras palavras, ao invés de se aproveitar o "não-padrão" já existente, criou-se um novo, único e inútil. Disseram, então, que esse novo era copiado do modelo suíço, provavelmente pra tentar se aproveitar do senso comum de que tudo que suíço é moderno, eficiente e funcional. Mas dêem uma olhadinha nesse vídeo abaixo e tirem as suas próprias conclusões...




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27.1.12

Preparando a sua viagem: horários dos parques de Orlando


Vai aos parques de Orlando? Programe-se com antecedência, descobrindo o horários dos parques de diversões através dos links abaixo:

Parques da Disney:
Magic Kingdom
Epcot
Disney's Hollywood Studios
Animal Kingdom
Blizzard Beach
Typhoon Lagoon

Parques da Universal:
Universal Studios
Universal Islands of Adventures

Parques da Seaworld:
Seaworld
Aquatica
Discovery Cove
Busch Gardens - Tampa
Adventure Island - Tampa


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22.11.11

Velouté, concassé, tartar com manjar? (A.K.A. "Micro Dicionário de Gastronomia")


Comer é tudo de bom. E poder comer à vontade, sem culpa e sem medo de se arrepender nos meses seguintes, deve ser melhor ainda. Eu, infelizmente, não faço parte desse último grupo, mas quando como, tento aproveitar cada minuto.

Em algumas ocasiões, porém, comer pode ser uma tarefa difícil, principalmente pra quem não vive enfiado no mundo da gastronomia. São nomes e termos estranhos, oriundos principalmente da culinária francesa e que deixam qualquer não-expert na maior dúvida: afinal de contas, como saber se uma "cama de peixe com velouté e pannequet" é boa pedida? E o que danado é "confit" de "canard"?

A revista Época São Paulo resolveu dar uma mãozinha e publicou um matéria para ajudar a pessoas que, como eu e você, se perdem facilmente na estranheza desses cardápios. É claro que a matéria aponta os locais e os preços de onde você encontra essas delícias. Faz mal não. O que importa é aprender um pouquinho mais desse fantástico mundo saboroso...

Segue o link: http://epocasaopaulo.globo.com/comida-e-bebida/custa-traduzir/

Abraço!


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17.10.11

Up-to-date: Buenos Aires - Quanto levar para gastar?


Para visualizar o post com a tabela de preços coletados entre julho e agosto de 2012, clique aqui.


Uma das coisas que considero mais legais aqui no Viajante Amador é a forte atuação dos colaboradores na produção do conteúdo dos posts. A participação mais explícita deles está na seção "Leitores pelo Mundo". Mas muito além desse momento, em que eles nos contam suas histórias de viagem, eu sempre recebo a ajuda de outros que, com sua atuação de bastidores, terminam por serem peças fundamentais na elaboração de posts memoráveis aqui no blog. Assim foi, por exemplo, com o experimento monetário-financeiro que eu e Eduardo Farias realizamos em 2010 pra ajudar o leitor a decidir qual moeda levar para uma viagem a Buenos Aires.

Agora em 2011, fiz um pedido à minha amiga Renata Gamelo, do Centro de Desing do Recife, que me ajudasse numa missão. Como ela está lá em Buenos Aires para passar alguns meses em um intercâmbio cultural, pedi que ela me ajudasse a tentar responder à dúvida mais comum nos comentários dos posts sobre a cidade: "Quanto levar para gastar numa viagem a Buenos Aires?"

Elaborei uma tabelinha contendo itens e produtos e ela ficou de coletar uma série de preços por suas andanças pela cidade. O resultado chegou na semana passada e veio com a colaboração de uma amiga porteña, Silvia Fabregas, a quem também muito somos gratos.

Mas antes de publicar os resultados da pesquisa, é preciso se fazer a seguinte ressalva: os dados foram coletados entre setembro e outubro de 2011 e os preços apontados serão corroídos pela inflação argentina nos próximos meses. De um ano para o outro, não estranhe se esses valores estiverem até 25% mais altos. Os preços das corridas táxi, por exemplo, subiram bem mais que isso nos últimos anos. Em 2003, quando  publiquei, pela primeira vez, o roteiro de 4 dias pela cidade, eu mencionava expressamente que os passeios de táxi entre até 3 bairros custavam - se muito - 5 Pesos. Esses trajetos, atualmente, dificilmente sairiam por menos de 30 Pesos. Uma atualização da tabela, com valores coletados em julho de 2012, deverá sair brevemente.

Ressalva feita, vamos aos preços:



ESTIMATIVA DE PREÇOS (EM PESOS) – BUENOS AIRES, SET/OUT 2011


Restaurantes
Refrigerante
7 a 8
Água
5
Suco
7 a 12
Vinho (taça)
20
Vinho (garrafa)
30 a 40
Bife de Chorizo
40 a 45
Bife de Lomo
50 a 55
Massa simples com molho
15 a 30
Massa recheada com molho
20 a 40
Pizzas muçarela/marguerita
35 a 55
Pizzas de outros sabores
40 a 65
Porção de papas fritas
20 a 25
Salada
20

Cafés
Espresso pequeno
9 a 14
Espresso grande
20 a 25
Capuccino pequeno
25 a 30
Capuccino grande
30 a 35
Cortado
9 a 14
Lágrima
14 a 20
Submarino
20
Porção de Medialunas
20 a 25 (porção com 3 unidades)

Sorvetes (Freddo, Persicco e Munchi’s, com variações de 3 a 5 pesos entre elas)
Casquinho simples
18
Casquinho grande
25 a 30
Quarto de quilo (1/4kg)
25 a 30

Fast Food
Combo McDonald’s (sanduíche + papas + refri)
30 a 45
Combo Burger King (sanduíche + papas + refri)
30 a 45

Transporte
Taxi Microcentro-Recoleta
40 (dia) / 50 a 55 (noite)
Taxi Microcentro-Palermo
50 (dia) / 55 (noite)
Taxi Microcentro-San Telmo
15 a 20 (dia) / 20 a 25 (noite)
Taxi Microcentro-Boca
20 (dia) / 25 a 30 (noite)
Subte
1.10
Ônibus
1.25

Bar
Cerveja Quilmes long neck
15 a 20
Cerveja Quilmes garrafa grande
25 a 30
Dose Vodka
20 a 25
Dose Tequila
20
Drinks elaborados
30
Fernet
25
Refrigerante
15
Água
15

Boate / Bar com Dancing
Cerveja Quilmes long neck
25 a 30
Cerveja Tirada 500ml (chope)
15 a 20
Cerveja Quilmes garrafa grande
25 a 30
Dose Vodka
15 a 20
Dose Tequila
20 a 30
Drinks elaborados
25 a 35
Refrigerante
15
Água
15



Pronto. Agora, é só fazer as contas no lápis pra se ter uma ideia de quanto gastar/levar para cobrir seus gastos de alimentação, transporte e lazer na sua ida a Buenos Aires.

Para aprender como saber o valor atualizado do Peso em relação ao Real, clique aqui

Posts da série "Buenos Aires, Argentina":

Destino: Buenos Aires - Roteiro para 4 dias
Viajando para a Argentina: levar Dólar, Peso ou Real? O que é melhor?
Up-to-date: Buenos Aires - Quanto levar para gastar?
Up-to-date: Buenos Aires - andando de ônibus e economizando pesos...
Up-to-date: Feira de Mataderos - um programa muito legal em Buenos Aires!
Mi Buenos Aires Querido (pero no mucho)...
Leitores pelo Mundo: os leões e tigres de Fernando no Zoo de Luján
Up-to-date: Buenos Aires Bus - O ônibus turístico de Buenos Aires
Up-to-date: Buenos Aires, julho de 2011: O Melhor Tango
Up-to-date: Buenos Aires, julho de 2011: Internet Pré-paga no seu Smartphone!
Up-to-date: Buenos Aires - Dúvida cruel: Freddo, Persicco ou Munchi's?
Up-to-date: Chan Chan: um peruano delícia em Buenos Aires
Las Violetas: café com charme e distinção em Buenos Aires.



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28.9.11

O que fazer para enfrentar bem um voo de longa duração?

Para quem realmente gosta de viajar, sempre haverá um mal necessário: o avião.

Pois bem. Para todos aqueles que, como eu, se recusam a pagar 3 vezes mais por um upgrade para a Executiva ou "n" vezes mais pela primeira classe, aqui vão alguns conselhos para tornar sua experiência de voo menos traumática:

PASSATEMPOS
Na bagagem de mão, sempre carregue objetos que proporcionem entretenimento, sem que você tenha de depender do conteúdo (de qualidade questionável) normalmente oferecido nas aeronaves. Lembre-se de que você pode dar a "sorte" de ter a telinha de programação pessoal com defeito, ou ainda de já ter visto todos os filmes que serão exibidos no voo.
Comigo, sempre carrego:
(a) um "note" ou "netbook" (para ver filmes, séries de TV, ouvir música, jogar joguinhos para computador, planejar roteiros, rascunhar posts pro Blog, ver as fotos digitais etc);
(b) um PSP (PlayStation Portable), da Sony. É incrível como o tempo passa rápido quando eu jogo "Rock Band" durante a viagem. Um Nintendo DS é igualmente útil;
(c) um iPhone, iPod ou qualquer dispositivo que reproduza áudio ou vídeo (se bem que os dois "trecos" acima já cumprem essa função);
(d) uma máquina digital (para rever ou apagar as fotos batidas recentemente ou ainda para fotografar aquela "celebridade" que viaja ao seu lado; e
(e) livro(s) ou revista(s).

CONFORTO
Gente, tirando a Primeira Classe e a Executiva, existe coisa mais desconfortável que uma poltrona de avião? Acho que só pau-de-arara...
Tentando minimizar o martírio "ergonômico" produzido por aquelas cadeiras infernais e para facilitar a ocorrência de um "cochilo", também sempre carrego comigo:
(f) uma pequena manta ou cobertor (que eu uso muitas vezes para apoiar o pescoço);
(g) um protetor auricular (ajudar a dormir que é uma beleza);
(h) uma venda de olhos (escuridão total... Que maravilha...).

MOVIMENTO
Permanecer imóvel durante muito tempo pode causar danos à saúde. O principal deles é o risco da trombose, uma coagulação de sangue nas veias, notadamente nas pernas, que pode ocasionar a embolia pulmonar (para mais detalhes, clique aqui). As melhores formas de preveni-la são:
(1) fazer pequenas caminhadas e/ou exercícios de alongamento a cada duas horas (e é exatamente por esse motivo que NÃO se recomenda ao passageiro o uso de medicamentos para dormir);
(2) usar roupas e calçados confortáveis; e
(3) ingerir bastante líquido durante o voo (até porque, com a bexiga cheia, você necessariamente terá que se levantar para ir ao banheiro de tempos em tempos).

ALIMENTAÇÃO
Durante o voo, tanto a barriga cheia quanto a vazia servem para potencializar todas as sensações de desconforto.
Evite refeições pesadas antes do embarque. Tampouco se confie no delicioso e farto cardápio oferecido pelas aéreas. Faça um bom lanche, cerca de meia hora antes do check-in, evitando gorduras e frituras. Se for embarcar por Guarulhos, faça um grande lanche, pois as filas de check-in e embarque frequentemente são gigantescas.
E se você for daqueles com problemas de gases, passe longe dos refrigerantes (aqueles mesmos, oferecidos várias vezes pelos comissários de bordo) e não se acanhe de recorrer à velha Dimeticona (com moderação, claro).

Espero que essas dicas ajudem vocês a tolerarem mais tranquilamente a (lamentavelmente necessária) experiência de voar.

Abraços a todos.


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26.9.11

Preparando a sua viagem: Moeda em espécie, cartões de crédito, de débito e Visa Travel Money - Como funciona? Quem já usou?


Viajar para o exterior traz sempre uma dúvida: qual a melhor forma de pagar meus gastos no país de destino? Quando se começa a pensar e pesquisar sobre o assunto, surgem ainda mais dúvidas: "levar em espécie?", "Deixar pra usar Cartão de Crédito?", "E o IOF?", "Qual a melhor casa de câmbio?", "Qual a operação mais vantajosa?" e assim por diante.

E justo para evitar que essas incertezas se prolonguem muito - e isso estrague a sua viagem - meu primeiro conselho é: não perca muito tempo se torturando com essas decisões. Tenha em mente uma coisa: TODAS essas operações SEMPRE gerarão um gasto (uma perda financeira) e isso você tem que botar na sua planilha de custos de viagem. Não há como se lucrar com isso, a não ser que você seja um corretor de câmbio ou dono de uma Casa de Câmbio.

Se você está de passagem marcada para Buenos Aires, recomendo que você leia o post sobre o experimento monetário que o Viajante Amador realizou ano passado e chegou a algumas conclusões sobre como minimizar gastos de câmbio. Mas atenção: o que lá está escrito só serve para Buenos Aires.

Já para o viajante com destino escolhido para os outros países do mundo, as opções não são muitas: 1) comprar aqui no Brasil a moeda em espécie do país de destino; 2) comprar Dólares Americanos ou Euros e levar para fazer câmbio nos locais de destino; 3) usar cartões de crédito ou débito nos locais de destino.


COMPRA DE MOEDA EM ESPÉCIE NO BRASIL

Comprar moeda estrangeira em espécie, no Brasil, não é tarefa fácil, nem barata. Diferentemente de países como o Uruguai (em que se troca de moeda em qualquer casa de câmbio sem a menor burocracia), nossa legislação restringe bastante as operações de câmbio e tudo tende a ser muito controlado e burocratizado. Assim, com o passar dos anos, perdemos a prática de lidar e trabalhar com  naturalidade moedas estrangeiras aqui no país e isso faz com que ela se torne escassa e cara.

Com exceção do Dólar Americano, do Euro e da Libra, é incomum se encontrar no Brasil casas de câmbio que operem com outras moedas. O Peso Argentino vem sendo ofertado com mais abundância nos últimos anos, mas ainda assim não tem disponibilidade imediata e irrestrita nos estabelecimentos.

Desse modo, se você vai viajar para algum país cuja moeda esteja disponível em casas de câmbio aqui, fique atento apenas para as taxas que você pagará pela transação, assim como a diferença entre o valor "oficial" da moeda e o preço ofertado para você comprá-la (para aprender como consultar o valor "oficial", clique nesse post que eu escrevi). Às vezes, essa distância é tanta que realmente não compensa comprar muita moeda em espécie. Apenas o básico.

Se o país a ser visitado for daqueles com moeda não disponível em casa de câmbio ou que seja uma raridade (como, por exemplo, a Lempira de Honduras), o segredo é comprar Dólares Americanos e levar pra trocar por Lempiras lá.


USO DE CARTÕES DE CRÉDITO

Na minha modesta opinião, acredito que essa seja uma opção bastante prática. Basta você entrar em contato com a administradora do seu cartão (muitas vezes é o banco em que você possui conta) e saber se ele está habilitado para uso no exterior. Se não estiver, solicite a liberação. Aproveite para perguntar se há taxas para utilização ou saques no estrangeiro e quais são elas.

Ao efetuar uma compra no país visitado na função CRÉDITO, o valor da operação é transformado na hora para dólares americanos e inserido na sua fatura. É cobrado o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre a compra, de 6,38%. Na data de fechamento da sua fatura, o valor em Dólares é convertido para Reais com a cotação daquele dia. Em alguns cartões, a data do vencimento será o momento da finalização da compra e, portanto, se a cotação variar entre fechamento e vencimento , haverá ajuste para a fatura do mês seguinte, para mais ou para menos. Em outro cartões, a finalização se dá na data do PAGAMENTO da fatura (independentemente do vencimento), havendo os mesmos tipos de ajustes, para mais ou para menos, na fatura seguinte.

Vantagem no uso do cartão de crédito: maior segurança. Não se precisa ficar carregando um monte de cédulas. Em caso de furto, perda ou roubo do cartão, basta ligar pra administradora (leve o número para o qual se deve ligar estando no exterior) e comunicar o ocorrido. Sendo caso de perda, vale a pena tentar uma restrição temporária de limite. Além dessa vantagem, é importante lembrar que as compras nos cartões podem gerar pontos em programas de fidelidade e isso poderá ser revertido a seu favor no futuro.

Desvantagem: às vezes, entre a compra, o fechamento da fatura e o vencimento/pagamento, passam-se muitos dias. E, como sabemos, no Brasil, em 15 dias o valor do Dólar pode variar bastante. Nesse caso, recomendo que você só use o cartão no exterior até 7 dias antes da data do fechamento da fatura. Essa informação você pode obter junto à administradora do seu cartão. O IOF mais alto (6,38%) também pode tornar essa opção menos atraente, muito embora a taxa de câmbio utilizada pelas administradoras de cartão seja normalmente mais baixa que a do Dólar Turismo (usada nos cartões de débito pré-pagos).

E nem pense em usar o cartão de crédito (não vinculado à sua conta no banco) para sacar dinheiro no exterior. É a pior coisa que você pode fazer, pois se sujeitará a taxas altíssimas.


USO DE CARTÕES DE DÉBITO

 Via de regra, os cartões de banco com função crédito também podem ser utilizados no exterior para compras na função "débito" e para saques em caixa eletrônico. Muito embora o IOF nessas operações seja o de 0,38%, é bem comum os bancos cobrarem taxas fixas ou percentangens incidentes sobre cada operação. Vale a pena consultá-los sobre isso.

Mas pra quem não quer complicações com o banco e administradora do cartão, uma boa pedida é adquirir um cartão de débito internacional pré-pago. A Visa oferece esse serviço através do Visa Travel Money (ou VTM, para os íntimos).

Esses cartões são "vendidos" nas seguintes instituições:
  • Banco Bradesco (4004 7797 - Dólar Americano)
  • Banco Cruzeiro do Sul (Dólar Americano, Dólar Australiano, Dólar Canadense, Dólar Neozelandês, Euro, Franco suíço, Libra Esterlina, Iene, Peso Argentino, Peso Chileno e Peso Boliviano)
  • Banco do Brasil (4004 0001 - Dólar Americano e Euro)
  • Banco Rendimento (4003-7666 - Dólar Americano, Euro e Libra Esterlina)
  • Banco Schahin (0800 703 1996 - Dólar Americano, Euro e Libra Esterlina)
  • CBSS (4003 9220 ou 0800 880 9220 - Dólar Americano)
  • Confidence (3614 1100 - Dólar Americano, Euro, Libra Esterlina, Peso Argentino e Rand)
E como ele funcionam? Você compra o cartão (na Confidence, ele custa quinze reais), cadastra uma senha,  compra uma quantia em moeda estrangeiras na instituição (geralmente a uma cotação um pouco menor que a cobrada pela moeda em espécie) e ela é carregada no seu cartão VTM. Você vai usando o cartão ao longo da viagem pela rede do Visa Eléctron ou Visa Plus (para os saques, normalmente acompanhados de uma pequena taxa). Só isso. Os saldos podem ser consultados pela internet. Se houver necessidade, você poderá pedir a um parente seu para comparecer à mesma instituição da compra do certão para fazer uma recarga de mais "dinheiros".

Uma coisa muito legal do sistema é que, muito embora eu escolha uma única moeda para a compra dos "créditos", eu posso usá-lo em outros países do mundo com moedas diferentes. Na hora da compra, porém, haverá uma operação eletrônica automática de câmbio, com uma discreta perda, mas creio que a comodidade do serviço compense. Exemplo: compro um VTM de Euros. Saio da França para a Inglaterra. Lá, toda compra gerará uma conversão de Libras para o correspondente em Euros que serão abatidos dos créditos iniciais. O segredo, aqui, é você escolher a moeda que mais utilizará durante a viagem. Assim, as perdas são minimizadas.

As vantagens desse sistema são a segurança (o uso requer senha), a substituição rápida (há promessa de reposição rápida do cartão em caso de perda, furto ou roubo), a certeza das tarifas e cotações (que são pagas antecipadamente) e o IOF de 0,38% (pois se considera operação financeira realizada no Brasil). Confesso que não pesquisei se há como ganhar milhas ou pontos nessas compras. A desvantagem é a diferença cobrada pelas instituições entre o câmbio oficial e o preço da moeda estrangeira oferecida por eles. Nesse caso, uma consulta a todas as instituições para saber as taxas e as cotações do dia pode ser uma medida bastante útil para diminuir gastos.

E você, qual a estratégia adotada antes da sua viagem? Compartilhe a informação conosco.

Abraço!


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20.7.11

Up-to-date: Buenos Aires, julho de 2011: internet pré-paga no seu Smartphone!



Você é do tipo que adora checar email o tempo todo, mesmo quando está viajando? Que adora fazer "check-in" no Foursquare ou Facebook pra mostrar aos amigos e familiares por onde passa? É do tipo que não sai de casa sem consultar a melhor rota no Google Maps? Ou então que adora mandar mensagens pelo Skype, PingChat, Whatsapp e aplicativos do gênero?

Pois em Buenos Aires você poderá fazer tudo isso sem pagar aquelas horrorosas e dolorosas tarifas de roaming da sua operadora daqui do Brasil.

Das operadoras atuantes na capital argentina - Claro, Movistar e Personal - essa última disponibiliza a todos, inclusive para nosotros pobres turistas, uma modalidade de plano pré-pago com acesso à internet 3G por UM peso ao dia de utilização. Para tanto, é necessário ir a uma loja da Personal (que você encontra com bastante facilidade pelas ruas), adquirir um chip para esse plano pré-pago, que custa entre 20 e 35 pesos (não me perguntem o porquê dessa variação de preços) e fazer um recarga (virtual ou com aqueles cartõezinhos de raspar o código) de, no mínimo, quinze pesos.

Tudo bem que o serviço 3G não é lá de primeiríssima qualidade, mas pelo preço, com certeza compensa, principalmente se você for passar alguns dias na cidade. Naveguei, consultei o Google Maps, os chats e até fiz ligações por aplicativos de Voip e tudo funcionou direitinho. E você ainda pode usar um pouco dos créditos para fazer alguma chamada de emergência.

Eu usei o serviço agora em julho e recomendo.

Abraço!

Posts da série "Buenos Aires, Argentina":

Destino: Buenos Aires - Roteiro para 4 dias
Viajando para a Argentina: levar Dólar, Peso ou Real? O que é melhor?
Up-to-date: Buenos Aires - Quanto levar para gastar?
Up-to-date: Buenos Aires - andando de ônibus e economizando pesos...
Up-to-date: Feira de Mataderos - um programa muito legal em Buenos Aires!
Mi Buenos Aires Querido (pero no mucho)...
Leitores pelo Mundo: os leões e tigres de Fernando no Zoo de Luján
Up-to-date: Buenos Aires Bus - O ônibus turístico de Buenos Aires
Up-to-date: Buenos Aires, julho de 2011: O Melhor Tango
Up-to-date: Buenos Aires, julho de 2011: Internet Pré-paga no seu Smartphone!
Up-to-date: Buenos Aires - Dúvida cruel: Freddo, Persicco ou Munchi's?
Up-to-date: Chan Chan: um peruano delícia em Buenos Aires
Las Violetas: café com charme e distinção em Buenos Aires.



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22.3.11

Mi Buenos Aires Querido (pero no mucho)...

Le doute (A Dúvida) - Charles Henri Joseph Cordier. Plaza San Martin, Buenos Aires, julho de 2009.

Buenos Aires continua sendo, de longe, o destino de férias internacionais mais popular entre os brasileiros. Hordas e hordas de brazucas têm invadido a capital argentina desde o fim da paridade cambial em 2001. Eu mesmo fui um deles (com muita satisfação) e pretendo pintar por lá esse ano novamente.

Não estou aqui para espantar ninguém, muito menos estou a "desrecomendar" uma visita a Buenos Aires. A cidade continua sendo uma das mais seguras da América Latina, além de ser bela, cosmopolita, diversificada e, acima de tudo, acessível a todos os bolsos.

No entanto, um outro lado da metrópole porteña tem saltado aos olhos dos visitantes. Junto com a crise, que tudo barateou para nós por lá, tem aumentado o relato de atos de violência (99% patrimonial) e de pequenos golpes contra turistas.

E sobre o assunto, recentemente tive a oportunidade de ver um ótimo post no Blog "Os Hermanos", do jornalista Ariel Palácios, correspondente do Estado de São Paulo e da Globonews, que vive naquele país desde 1995. Recomendo veementemente a leitura da publicação, até pra que esse pouquinho de cautela evitem transformar sua viagem em um mico federal.

Segue o link aí, pessoal: http://blogs.estadao.com.br/ariel-palacios/batedores-de-carteira-caixas-eletronicos-problematicos-dinheiro-falso-e-outros-percalcos-que-eventualmente-o-turista-pode-padecer-em-b-aires/

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Abraço!


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