Mostrando postagens com marcador Destino:. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Destino:. Mostrar todas as postagens

14.4.11

Destino: Tallinn, Estônia

Raekoja Plats, centro da Tallinn medieval. 

Tallinn é a pequena capital da também pequena Estônia. A cidade, que congrega 400 mil dos 1,3 milhões de habitantes de todo o país, fica ali encima, no nordeste da Europa, no Mar Báltico, pertinho da Rússia e da Finlândia.

Pra nós, brasileiros, a Estônia, seu idioma (Estoniano) e seu povo, ainda representam algo bastante desconhecido, talvez até um tanto exótico. Ao longo da história, o país foi dominado por dinamarqueses, suecos, alemães e russos, tendo estes últimos ficado por lá 1994, já bem depois da queda da União Soviética em 1991. E talvez mesmo por essa mescla de influências e pelo grande fluxo de turistas curiosos em conhecer o fantasticamente bem preservado centro medieval da capital, a região apresenta um enorme e crescente vocação cosmopolita, o que tende a se ampliar ainda mais com a adoção do Euro agora em 2011.

Eu tive a oportunidade de passar menos de um dia na cidade e, confesso, me dei por satisfeito para uma primeira visita "turistesca". Mas confesso que a beleza do centro, a simpatia do povo e o clima amistoso do local certamente me convidaram para mais alguma vinda futura. Quem sabe?

Nesse primeiro post da série sobre Tallinn, aprenda como chegar lá e qual a estratégia de visitação mais adequada à sua visita, tudo isso recheado com belas fotos. É só clicar no link abaixo...

19.3.10

Destino: Tomar, Portugal

A charmosa cidadezinha de Tomar. Foto: Breno Beltrão.

Conhecer Tomar é uma ótima experiência. A cidadezinha de pouco mais de 20 mil habitantes, localizada na província de Ribatejo, esbanja charme com seus 850 anos de vida. Tão farta história atribuiu à vila importantes funções ao longo dos séculos, dentre as quais se destaca a de ser a sede da Ordem dos Cavaleiros Templários em Portugal, o que findou por lhe render a construção dos magníficos Castelo dos Templários e Convento de Cristo.

Além de seus dois carros-chefes, a cidade conta, ainda, com o curioso Museu dos Fósforos, a pequena e bela Capela de Santa Iria, a primeira sinagoga em território português, entre outras atrações.

Valeu demais conhecê-la. Recomendo a qualquer Viajante Amador que vá a Portugal. :)

30.1.10

Destino: Lisboa - Roteiro para 3 dias. Dia 03 (Parque das Nações)

Parque das Nações, Lisboa. Modernidade à prova d'água (literalmente). Foto: Breno Beltrão

Neste terceiro e último dia de roteiros por Lisboa, visitaremos a região da cidade conhecida como Parque das Nações.

Essa área da cidade, uma antiga zona industrial, foi totalmente preparada e construída com vistas à realização da Expo 98. E quem vai ao local percebe: eles fizeram tudo muito bem feito. Tudo é cuidado nos mínimos detalhes, sempre com a finalidade de variar e inovar, sempre com muito bom gosto. Lá, respira-se um ar de modernidade que só se encontra em poucos lugares do globo.

O Parque das Nações é uma programação imperdível. Todo turista tem que passar por lá, nem que seja durante uma manhã ou uma tarde, mas o ideal é curtir toda a região, a pé, ao longo do dia inteiro.

Para quem pretende desfrutar de todas as atrações do roteiro de hoje, uma boa dica é comprar o "Cartão do Parque". O sistema é parecido com o do Lisboa Card. Ele pode ser adquirido no Posto de Informação em frente ao Centro Comercial Vasco da Gama, ao lado do Pavilhão Atlântico (na Alameda dos Oceanos), das 10h00 às 19h00, de Segunda a Domingo. O preço de 17,50€ para adultos e 9,00€ para crianças (até os 12) e idosos (maiores de 65 anos), inclui: uma visita ao Oceanário, uma visita ao Pavilhão do Conhecimento, um passeio de ida e volta no Teleférico e a utilização do Mini-Comboio (mini-trem que circula pela região).

Eu acredito que a compra compensa, pois, isoladamente, o adulto pagaria (em euros): 12 pelo Oceanário, 7 pelo Pavilhão e 6 pelo Teleférico, num total de 25. A economia é de 30%.

Vamos lá?

29.1.10

Destino: Lisboa - Roteiro para 3 dias. Dia 02: Belém.

Torre de Belém. Foto: Breno Beltrão.

Nosso segundo dia de visitas a Lisboa será dedicado a Belém.

O nome "Belém" nos remete a vários pensamentos: a cidade de nascimento de Cristo, a capital do estado do Pará, a cantora "Fafá de Belém" (muito apreciada pelo meu falecido avô) e Joelma / Banda Calypso.

Os gulosos de plantão, porém, encontram em "Belém" a deliciosa referência aos conhecidíssimos Pastéis de Belém. Pois é lá mesmo, nessa região que visitaremos hoje, que existe o verdadeiro, o único, o legítimo "Pastel de Belém". Fora de lá, as guloseimas de creme e baunilha só podem ser chamadas de "Pastel de Nata". É como aquele lance que envolve "Champagne" e "Espumante".

Mas muito além dos pastéis, a região de Belém é extremamente diversificada, turisticamente falando. Há tanto o que fazer por lá que se pode tranquilamente dedicar um dia inteiro de visita para a área.

'umbora pra lá? ;)

27.1.10

Destino: Lisboa - Roteiro para 3 dias. Dia 01.

Praça do Rossio, Lisboa.

Já faz algum tempo que venho elogiando Lisboa e várias outras cidades de Portugal aqui no Viajante Amador. Isso veio em forma de fotos e de pequenos posts sobre comunicações, táxis, glicofilia, metrô, trens e ônibus etc.

A essa altura, resta a pergunta: o que fazer em Lisboa? A resposta é simples: muita coisa.

Pra facilitar a vida do turista, resolvi tentar escrever um roteiro que possa dar uma boa noção da cidade em três dias. É claro que, havendo tempo, sempre há mais o que ver e o que fazer. O segredo é escolher o que há de principal.

Serão 3 roteiros, um para cada dia: o centro da cidade (que pode ser feito com mais calma em dois dias), Belém e Parque das Nações.

Uma idéia interessante para o visitante é analisar a vantagem da compra do Lisboa Card. O preço varia pelo período de validade, de 24, 48 ou 72 horas (16, 27 e 33,50 euros, respectivamente), e que dá direito a: Circulação gratuita no Metro, autocarros, eléctricos, elevadores da CARRIS, trem Sintra-Sete Rios-Oriente, Cascais-Cais do Sodré, entrada gratuita em 26 museus, monumentos e outros locais de interesse, 10% a 50% de desconto em locais e serviços de interesse turístico e cultural e de 5% a 10% de desconto em algumas lojas de artigos genuinamente portugueses. Pra quem for ficar exatos 3 dias na cidade, acho uma ótima pedida, até porque muitas vezes evita o inconveniente das filas de compras de ingressos. Recomendo.

Vamos ao que interessa? :)

20.1.10

Destino: Portugal - Comunicando-se em Portugal...

Vodafone, Optimus ou TMN?


Portugal é um país onde se fala muito e, acima de tudo, rapidamente. Por escrito, todos nós (brasileiros e portugueses) nos entendemos bem. Já quando eles, os tugas, abrem a boca, lá vem as dezenas de sílabas condensadas em duas ou três.

Pois é. Os portugueses falam rápido, rapidíssimo! Não sei pra quê tanta pressa, mas é o jeito deles. E quem vai pra lá não deve ter o menor pudor em dizer "por favor, poderia repetir devagar?". Eles já estão acostumados a isso. Conhecem o nosso jeito (bem) mais lento de pronunciar as palavras pelas novelas a que assistem e pela MPB que escutam em abundância.

Já quando o assunto é a telecomunicação, a coisa é bem mais fácil.

O país dispõe de 3 operadoras de telefonia móvel ou, como dizem por lá, de "telemóvel": Vodafone, Optimus e TMN. É fácil de reconhecer pelo número, pois os que começam em 91 são da Vodafone, os 93, da Optimus, e, os 96, da TMN.

18.1.10

Destino: Lisboa - Vou de táxi...

Táxis em Lisboa: creme ou chocolate com menta? Foto: Breno Beltrão


Em Lisboa, Angélica também não ficaria sem perambular pela cidade. Além de todas as opções de metrô, ônibus, trens e elevadores (quem perdeu o post sobre esses meios de transporte pode se informar clicando aqui), ela pode ir, sim, de táxi, morrendo de saudade (quem não tiver entendido a piada, favor clicar aqui) .

Na capital portuguesa, os táxis se apresentam em duas cores: creme e preto com verde. A diferença? Nenhuma. Um taxista "creme", a quem fiz esse questionamento, defendeu que um decreto de 1970 e pouco, um tal "25 de abril", estabeleceu a cor do seu carro como a oficial, embora uma regulamentação posterior tenha adotado o padrão preto e verde. Não sei se ele estava "a puxar" a brasa para a sua sardinha, mas isso realmente não nos importa. Creme ou chocolate com menta, pode tomar qualquer um.

Outro fato interessante é que os táxis lá têm 4 tarifas diferentes, representadas pelos números "1" a "4". A 1 e 3 são as diurna e noturna, respectivamente, e valem para quando se for rodar dentro do Concelho de Lisboa. A "2" e "4" valem pra fora do concelho. A tarifa noturna é aplicável das 22:00 às 06:00 do dia seguinte.

Além da tarifa, a gorjeta é costumeira. Máximo de 10%, isso se você que tiver sido bem tratado, lógico.

Passageiros com mala pagam um "suplemento". Isso eu não entendi muito e me esqueci de perguntar. A minha mesma mala, com peso semelhante, chegou a me fazer pagar extra de 0,80 (em Lisboa) e 1,60 Euros (no Porto).

De um modo geral, posso afirmar que as corridas dentro de Lisboa (regiões turísticas e arredores, exceto Belém e Parque das Nações) dificilmente saem por mais de 5 euros, o que ajuda bastante a quem gosta de curtir a agitada noite lisboeta.

Fui! (não de táxi...)


Portugal no Viajante Amador:

Destino: Portugal. Como chegar lá?
Destino: Portugal. Circulando em Portugal.
Destino: Portugal. Comunicando-se em Portugal.
A glicofilia lusitana
Churrasco brasileiro em Portugal? Tem, sim senhor!
Destino: Lisboa - Vou de táxi...
Destino: Lisboa (como perambular pela cidade)
Destino: Lisboa - Roteiro para 3 dias. Dia 01.
Destino: Lisboa - Roteiro para 3 dias. Dia 02: Belém.
Destino: Lisboa - Roteiro para 3 dias. Dia 03 (Parque das Nações).
Que tal um passeio noturno por Lisboa?
Destino: Sintra, Portugal
Destino: Tomar, Portugal
Tomar: roteiro para 1 dia - primeira parte
Tomar: roteiro para 1 dia - segunda parte
Destino: Portalegre (Alentejo, Portugal)
Leitores pelo Mundo: A Portugal de Nilma Guerra: Ilha da Madeira


Gostou do post? Clica no botãozinho "+1" abaixo e ajude-nos a divulgá-lo.

8.1.10

Atualização (08.01.2010): E veio a neve!

Publicação original em 08.01.2010.
Atualizado em 09.01.2010.




Pois é, amigos!

E não é que ela veio mesmo? Santiago de Compostela amanheceu toda branquinha. A camada, fininha, praticamente se foi toda durante o dia com o céu azulíssimo que reinou. Tudo de bom.

E a festa não foi minha apenas não. Os santiaguinos, apesar de bastante acostumados ao frio, não veem com muita frequência os floquinhos brancos caindo do céu ou esparramados pelo chão. O que rolou muito por aqui foi aquele cenário bem de filme, com a velha guerrinha de neve das crianças e os bonecos brancos. Só faltou o nariz de cenoura. :)



Segundo os telejornais, foi a maior nevada em Santiago dos últimos 25 anos. Dei sorte. A mesma sorte que bateu quando eu estava em Buenos Aires em 09 de julho de 2007, data em que nevou na cidade depois de 89 anos. :)

Pessoalmente, aproveitei o dia ao máximo e consegui fazer grande parte dos passeios e visitas turísticas da cidade. Mas isso vocês verão futuramente n'algum post.

Vou ficando por aqui. Abraços!



4.1.10

A glicofilia lusitana

Vitirine de doces da pastelaria Aldeia dos Sabores, Praça Rodrigues Lobo, em Leiria. Foto: Breno Beltrão.


Doces, doces e mais doces... É o que mais se vê por estas terras. Uma coisa que eu posso dizer, sem medo de errar, é que os portugueses são loucos por açúcar.

Assim como a música baiana jamais sobreviveria se não existissem as vogais, a culinária portuguesa cessaria sua existência sem 2 ingredientes: açúcar e ovos. Chega a ser engraçado, mas eles conseguem fazer vários tipos de doces com base nisso: castanha de ovo, rebuçados de ovos de Portalegre, Ovos Moles de Aveiro, Queijada de Évora etc.

E se você começar a adicionar outros ingredientes, como leite condensado, ameixa, gila (um tipo de abóbora), aí é que a coisa não tem fim. São, verdadeiramente, dezenas de opções.

Rebuçado de ovos de Portalegre (comido em Castelo de Vide) com café espresso Delta. Foto: Breno Beltrão.


Geladeira de tortas da pastelaria Suíça, Praça do Rossio, em Lisboa. Foto: Breno Beltrão.


Opções de chocolate na pastelaria Suíça. Foto: Breno Beltrão.

Já para o fãs dos salgados (como eu), resta apenas o prêmio de consolação das empadas, pastéis, coxinhas de galinha, croquetes e rissoles. É uma competência muito injusta. Fazer o quê, né? Sucumbir aos doces...

Lanchinho em Tomar: pão/broa (pão, leite, açúcar e ovos) com cafezinho. Bom demais... Foto: Breno Beltrão.

Até o próximo post!

Portugal no Viajante Amador:

Destino: Portugal. Como chegar lá?
Destino: Portugal. Circulando em Portugal.
Destino: Portugal. Comunicando-se em Portugal.
A glicofilia lusitana
Churrasco brasileiro em Portugal? Tem, sim senhor!
Destino: Lisboa - Vou de táxi...
Destino: Lisboa (como perambular pela cidade)
Destino: Lisboa - Roteiro para 3 dias. Dia 01.
Destino: Lisboa - Roteiro para 3 dias. Dia 02: Belém.
Destino: Lisboa - Roteiro para 3 dias. Dia 03 (Parque das Nações).
Que tal um passeio noturno por Lisboa?
Destino: Sintra, Portugal
Destino: Tomar, Portugal
Tomar: roteiro para 1 dia - primeira parte
Tomar: roteiro para 1 dia - segunda parte
Destino: Portalegre (Alentejo, Portugal)
Leitores pelo Mundo: A Portugal de Nilma Guerra: Ilha da Madeira


Gostou do post? Clica no botãozinho "+1" abaixo e ajude-nos a divulgá-lo.

3.1.10

Destino: Lisboa (como perambular pela cidade)

Metrô de Lisboa: bom, barato e útil. Foto: Breno Beltrão.



Ao longo dos últimos anos, Lisboa tem despontado como um dos melhores destinos turísticos europeus e mundiais. Os título não são à toa.

Além de ser uma cidade belíssima (e o superlativo aqui não é exagero algum), Lisboa conta com outros atributos de tirar o chapéu. O português "médio" comumente fala duas línguas estrangeiras (sem contar o lusitano, claro), por imposição de um sistema educacional eficiente, o que o habilita a se comunicar com os turistas (dar explicações e tirar dúvidas) com muita facilidade. Uma segunda vantagem é o baixíssimo índice de criminalidade do local. Isso se percebe, por exemplo, ao se ver pessoas caminhando pelas ruas (inclusive mulheres sozinhas) a qualquer hora do dia e da noite. Por último, e não menos importante, a Região Metropolitana conta com uma baita rede de transportes que engloba metrô, ônibus, bondes, barcos, trens e elevadores.

O segredo para conquistar a cidade sem preocupações está no sistema "Lisboa Viva Viagem".

31.12.09

Destino: Évora (Alentejo, Portugal)

Olá!


Hoje vou fazer sobre Évora o que fiz com Marvão. Vão as fotos e, brevemente, as explicações, dicas e roteiros.

Abraços!

27.12.09

Destino: Portalegre (Alentejo, Portugal)

Muralhas da Portalegre Medieval com a Sé ao fundo. Foto: Breno Beltrão.

A cidade de Portalegre é a capital do Distrito de mesmo nome.

25.12.09

Destino: Lisboa (a chegada)



Saudações direto das terras portuguesas! Feliz Natal!

Pois é, amigos viajantes, cá cheguei eu, em Lisboa, em pleno 25 de dezembro.

O voo foi bem tranquilo. Foram sete horas e trinta minutos entre Recife e Lisboa a bordo de um Airbus A330 da TAP.

Vejam só como estava o avião:


Ainda aguardando a "descolagem"(como se diz por aqui)? De jeito nenhum. Em pleno voo. Não acreditam? Aqui vai outra:


Pois é. Como bem se vê, o avião estava vazio. Foi a minha salvação, pois tive como fazer de cama umas das poltronas das fileiras do meio. Pela primeira vez, posso dizer que consegui dormir em um avião. Não precisei de fone de ouvido, PSP, nada.

A tripulação, aparentemente simpática, vestia adereços natalinos na cabeça. Confesso que não tive coragem de pedir pra bater foto.

Foi oferecida uma "ceia de natal":


Tirando a sobremesa, o resto tava com aquele velho (sem) gosto de comida de avião. Felizmente tive tempo de fazer minha ceia de natal com a família, caso contrário seria uma frustração só.

Pouco antes da "aterragem" (em lusitano), serviram um café da manhã:


Fraquinho, mas como a "ceia"tinha saído poucas horas, não houve tempo para a fome se instalar.

A chegada em Lisboa revelou um tempo um pouco diferente do que eu esparava: temperatura de 7 graus e chuva. Ninguém merece. A cidade estava (e ainda está) parada, no clima de feriado de Natal.

Me instalei no hotel (Hotel do Chile. Simples, limpo, central e com preço bom. Exatamente o que eu esperava), tirei um bom cochilo e no final da tarde parti com destino a São Pedro de Estoril para um maravilhoso jantar "pós-natal" com amigos portugueses. No cardápio: Roupa Velha, queijos, vinhos, pães, doces, licores e "ginja".

Para chegar lá, descobri que todos os guias que consultei sobre o transporte em Lisboa estão desatualizados. Não estão incluídas todas as estações da rede de metro da cidade, nem fazem referência exata sobre o sistema "Lisboa Viva". Mas isso é matéria para um próximo post.

Amanhã sigo para Portalegre, no Alentejo norte. Espero conseguir bom acesso à internet para continuar postando.

Abraços!!!


Gostou do post? Clique no botãozinho "+1" abaixo e ajude-nos a divulgá-lo.

7.12.09

Destino: Portugal e Espanha. Circulando em Portugal.


Num post anterior, aprendemos como chegar a Portugal. Vimos que é possível a utilização da via aérea e a marítima.

Já neste momento, nossa ocupação será a de aprender a circular dentro do território português, o que pode ser feito por avião, por trem e por ônibus.

AVIÃO

Excluindo-se os arquipélagos de Madeira e Açores, a Portugal Continental apresentra três aeroportos, localizados nas cidades de Porto, Lisboa e Faro. Entre Lisboa e Porto, a ligação é feita pela TAP/Portugalia. Já entre Faro e Porto, eixo norte-sul do país, o serviço fica a cargo da irlandesa Ryanair.

TREM

Esquema da rede ferroviária portuguesa. Mais detalhes, clique aqui. Fonte: www.cp.pt

Portugal dispõe de uma boa rede ferroviária. Os trens - ou "comboios" - do país são administrados pela Comboios de Portugal (CP), em três modalidades de serviços:

- Regionais: transporte mais simples, de alcance nacional.
- Intercidades: transporte rápido, de alcance regional
- Alfa Pendular (ou rápido): transporte expresso de alcance limitado.

Horários e tarifas dos "alfas" e intercidades poder ser obtidos (com uma certa dificuldade) no site da empresa, ou, ainda, pelo Call Center: 808 208 208 (em Portugal) ou (+351) 218 545 212 (ligando do exterior).

ÔNIBUS

O país é abundantemente servido por linhas de ônibus, ou "autocarros", como lá eles se chamam, sendo considerados os meios de transporte mais baratos, embora não os mais recomendados. Já ouvi dizer algumas vezes que, podendo, prefira o uso dos trens.

Algumas das dezenas de empresas de ônibus do país se uniram para formar, em 1998, a Rede Nacional de Expressos, hoje em dia com atuação em todo o país.

Informações, horários e tarifas podem ser obtidas pelo site da RNE ou, ainda, pelo Call Center: 707 22 33 44 (dias úteis, das 08h00 às 20h00; fins de semana e feriados, das 09h00 às 18h00).

Até o próximo "post"!

Portugal no Viajante Amador:

Destino: Portugal. Como chegar lá?
Destino: Portugal. Circulando em Portugal.
Destino: Portugal. Comunicando-se em Portugal.
A glicofilia lusitana
Churrasco brasileiro em Portugal? Tem, sim senhor!
Destino: Lisboa - Vou de táxi...
Destino: Lisboa (como perambular pela cidade)
Destino: Lisboa - Roteiro para 3 dias. Dia 01.
Destino: Lisboa - Roteiro para 3 dias. Dia 02: Belém.
Destino: Lisboa - Roteiro para 3 dias. Dia 03 (Parque das Nações).
Que tal um passeio noturno por Lisboa?
Destino: Sintra, Portugal
Destino: Tomar, Portugal
Tomar: roteiro para 1 dia - primeira parte
Tomar: roteiro para 1 dia - segunda parte
Destino: Portalegre (Alentejo, Portugal)
Leitores pelo Mundo: A Portugal de Nilma Guerra: Ilha da Madeira


Gostou do post? Clica no botãozinho "+1" abaixo e ajude-nos a divulgá-lo.

3.12.09

Destino: Dublin e arredores (parte 2) - ao norte do rio Liffey (dia 2)

Áras an Uachtaráin, Phoenix Park, Dublin. Foto: Breno Betrão.


No "post" anterior, percorremos a região central de Dublin localizada abaixo (sul) do rio Liffey. Fizemos nosso percurso de acordo com o itinerário dos ônibus turísticos "hop on hop off" (sobre-e-desce), que circulam pela cidade em intervalos de 10 a 15 minutos, das 09:00 às 17:00, diariamente.

Lamentavelmente, no dia em que fiz a continuação do passeio - Dublin ao norte do Liffey - o tempo estava bem ruinzinho, muito nublado e com chuviscos esporádicos. Pra piorar, não fui diligente o suficiente para carregar as duas baterias da minha Fuji F100fd que tinha à época. Juntando "A" com "B", de antemão vocês entenderão que este "post", muito diferentemente do anterior, não terá tantas fotos. Eu sei que infringi um dos mandamentos mais importantes do viajante amador: "Jamais saia para turistar sem que o apetrecho fotográfico apresente-se inteiramente funcional". "Mea culpa, mea maxima culpa". Peço perdão por essa falha inescusável.

Mas vamos ao que interessa. Dia 02, aqui vamos nós!


01. PARADA 17 - Phoenix Park

Vista aérea do Phoenix Park. Fonte: phoenixpark.ie

Gente, o Phoenix Park é gigantesco. São 7 milhões de metros quadrados. Ou 7 quilômetros quadrados, o que grosseiramente falando, faria com que a gente imaginasse um retângulo com lados de 2km e 3,5km.

Ele é tão absurdamente grande que o próprio Google Maps o retrata parte em alta definição, parte em baixa.

Em sua origem, 1662, o parque foi concebido como área de caça de veados e se estendia até o outro lado do Liffey. Em outras palavras, era maior ainda. Imagine...

"E O QUE TEM PRA FAZER NESSE PARQUE TÃO GRANDE?"

O ônibus turístico vai mais ou menos até a altura do Áras an Uachtaráin (foto acima), local de residência do Presidente da Irlanda, de onde ele faz a volta até a parada em frente ao zoológico. Se você não estiver lá num sábado, dia da semana em que ocorrem visitas guiadas ao prédio, nem se dê ao trabalho de refazer todo o percurso a pé apenas para bater uma foto. É muito esforço pra pouca coisa. Satisfaça-se com o tour virtual que o site deles oferece.

Tendo tempo, vá ao zoológico. Depois, antes de pegar o ônibus para as paradas seguintes, bata uma boa foto junto ao Wellington Monument e perceba que também os irlandeses constróem monumentos eretos, simbolos fálicos de poder.

Wellington Monument, construção de 1817, Phoenix Park, Dublin. Foto: Breno Beltrão.

02. PARADA 19 - Collins Barracks e Old Jameson Distillery

Descendo na parada 19, bata uma foto em frente ao Collins Barracks. Aproveite e entre nele, pois desde 1997 o local é parte integrante do Museu Nacional da Irlanda nas áreas de história e arte decorativa. E pra melhorar ainda mais a coisa, o acesso é gratuito. Adoro coisas 0800... :)

Após a visita ao museu, siga na direção leste pela Arran Quay (pronuncia-se "qui-i", igual a "Key") e dobre à esquerda na Bow Street até a destilaria do "whiskey" Jameson (Old Jameson Distillery). Foi em Dublin que eu fiquei sabendo que o "Whiskey" é criação irlandesa, (do termo Uisce Beatha - algo como "uíscâ barra" - água da vida em gaélico), cabendo aos escoceses sua difusão pelo mundo afora. O tour pela destilaria custa 13,50 euros e vale bastante a pena.

Caminhe de volta para a Arron Quay e embarque no ônibus no local correspondente à parada 20.

03. PARADA 21 - O'Connell Street

Sede dos correios da Irlanda, O'Connell St., Dublin. Foto: Breno Beltrão.

A O'Connell vai ser a última parada turística. A partir dela, todo o resto do percurso será feito a pé.

Em seu início se vê o O'Connell Monument, de 1882. Seguindo em direção ao norte, o visitante passará pela prédio sede dos correios da Irlanda (General Post Office, 1818) e à direita, entre os dois lados da avenida, fica a Spire, uma agulha gigante de 120 metros de altura, de 2003, escultura construída no local onde ficava o Pilar (ou Coluna) de Nelson, destruído em atentado do IRA em 1966.

The Spire, O'Connel Street, Dublin. Foto: Breno Beltrão.

A essa altura, você estará bastante cansado do dia puxado. No entanto, como viajar não é para os fracos e você pode muito bem descansar quando voltar para casa, prepare-se para continuar andando. Keep walking...

Subindo a O'Connel Street, bata uma foto junto à estátua de James Joyce, outra em frente ao Parnell Monument e, ainda na praça com o mesmo nome, passeie pelo Garden of Rememberance, pelo Writers Museum e, em seguida, caminhe toda a O'Connell de volta até a Eden Quay (onde você já viu o O'Connel Monument antes). Pegue à esquerda até o prédio da alfândega (Custom House).

Custom House (1791). Custom House Quay, Dublin. Fachada monumental. Foto: Breno Beltrão.

Atravesse o rio Liffey, a essa altura já com o sol se pondo.

Rio Liffey ao entardercer. Divide Dublin nas porções norte e sul. Foto: Breno Beltrão.

Já quase sem esperanças de obter uma foto decente da Custom House, tenha uma ótima surpresa ao descobrir que somente do lado sul do Liffey é que você vai conseguir focar o prédio na íntegra.

Fachada integral da Custom House, Dublin.

Pronto. Agora estamos satisfeitos. E se você realmente cumpriu todo o roteiro dos dias 01 e 02, tiro o chapéu pra você. Fizemos muito em pouco tempo e estou certo de que nos divertimos bastante, não é?

Slán.


Posts da Série "Dublin":

Dublin e Arredores
Dublin e Arredores - Dia 01: ao sul do Rio Liffey
Dublin e Arredores - Dia 02: ao norte do Rio Liffey


Gostou do post? Clique no botãozinho "+1" abaixo e ajude-nos a divulgá-lo.

1.12.09

Destino: Dublin e arredores (parte 2) - ao sul do rio Liffey (dia 1)

Pátio do Trinity College em Dublin (ou Coláiste na Tríonóide, Baile Átha Cliath). 400 anos de tradição no ensino universitário dublinense. Foto: Breno Beltrão.


Geograficamente, Dublin é pequena. E por ser pequena e antiga, a imensa maioria de suas atrações turísticas se situa no centro da cidade, distando poucas centenas de metros umas das outras.

A vantagem de se comprar o "3 Day Freedom Ticket" é que, de uma primeira vez, pode-se fazer o passeio de uma hora e meia pelo itinerário das 23 paradas que compõem o tour "hop on hop off". Para alguns, pode até ser sacal passar 90 minutos sentado, vendo a vida passar e ouvindo as explicações pelo fone de ouvido (ônibus multilíngue) ou pelo altofalante. Talvez até seja, mas, ao completar o percurso, você já terá uma boa noção da história e geografia da cidade, o que ajudará muito quando da visitação dos pontos turísticos isolados. Eu recomendo o passeio completo (não, eu não estou falando daquela modalidade de traje). De repente, você até pode dar por visto alguns locais que achar menos interessantes, mas ao menos terá a oportunidade de os ter visualizado.

Em tese, o roteiro começa na parada número 01, que fica na Cathal Brugha Street. No entanto, como a linha é circular, você pode começar em qualquer uma das 23 paradas e, claro, você escolherá a que for mais próxima de onde estiver hospedado.

Meu roteiro sugerido é:

01. PARADA 03 - Trinity College

Westfront (1751), Trinity College. Foto: Breno Beltrão.

O Trinity College, fundado em 1592, é prédio integrante da Universidade de Dublin, instituição de ensino superior de maior prestígio na Irlanda. Além do Westfront e sua belíssima fachada, recomenda-se "vista" e fotos das esculturas do pátio central e do Campanile (campanário) e, o mais interessante, uma parada na Old Library, onde está o Book of Kells, considerado uma das mais importantes peças de arte religiosa cristã, datado de 800 d.C.

Escultura "esfera com esfera", de Arnaldo Pomodoro, Trinity College. Foto: Breno Beltrão.


02. PARADA 05 - Merrion Square

Merrion Square (1752), Dublin. Foto: Breno Beltrão.

Além dos jardins e suas belíssimas composições florais, vale a pena dar uma passada pela Merrion Square para ver as várias obras de arte espalhadas pela praça. A mais interessante delas, é sem dúvida, a escultura de Oscar Wilde:

Oscar Wilde (1854-1900), Merrion Square, Dublin. Foto: Breno Beltrão.

Não à toa, Oscar Wilde morou exatamente ao lado do parque em sua infância e adolescência, na Merrion Square Norte, número 1:

Residência de Oscar Wilde, Merrion Square Norte, nº 1, Dublin. Foto: Breno Beltrão.

Vale a pena, ainda, no parque, ver o presente da República do Chile à República da Irlanda: o memorial Bernardo O'Higgins.

Estátua em homenagem a Bernardo O'Higgins, Merrion Square, Dublin. Foto: Breno Beltrão.

No quarteirão que fica a oeste da Merrion Square, o visitante pode dedicar horas e horas a diversas programações culturais em visitas à National Gallery, ao Natural History Museum, à National Library e, o melhor de todos, ao National Museum.

Museu Nacional da Irlanda (1890). Foto: Breno Beltrão.

03. PARADA 07 - St. Stephen's Green

St. Stephen's Green (1663). Jardins impecavelmente cuidados e lagos de pura tranquilidade em pleno centro de Dublin. Foto: Breno Beltrão.

Mal sai o sol (coisa que não acontece com tanta frequência) e os irlandeses correm pros parques. E, no caso de St. Stephen's Green, até eu, brasileiro de "trocentas" gerações, nordestino, com sol na cabeça o ano inteiro, também faria o mesmo.

Adolescentes curtindo a paz de St. Stephen's Green. Local para todas as tribos. Foto: Breno Beltrão.

O parque é espaçoso, agradável, tranquilo, tudo isso bem juntinho à área mais comercial de Dublin. Relaxar antes ou depois das compras? Dúvida cruel...

Dublin Fusiliers Arch (1904) em St. Stephen's Green, Dublin. Portal de entrada (ou saída) para o comércio dublinense. Foto: Breno Beltrão.

Se a intenção do visitante for descansar, relaxar, ler, enfim, curtir um momento de contemplação, minha grande sugestão é ir aos jardins Iveagh (Iveagh Gardens), bem pertinho de St. Stephen's Green. É coisa de 5 minutinhos caminhando.

Iveagh Gardens. Que tal uma paradinha para agradecer pela viagem? Foto: Breno Beltrão.

Iveagh Gardens, Dublin. Foto: Breno Beltrão.

04. PARADA 10 - Região Medieval/Viking

Torre Normanda (intacta) e partes do que restou do Castelo de Dublin (1204). Foto: Breno Beltrão.

Como eu falei pra vocês no "post" introdutório, não resta muito da Dublin medieval. No caso do Castelo, a situação não muda muito. O que se conhece como o "Castelo", na verdade é uma área formada por diversos prédios, alguns deles construídos a partir de "pedaços" das construções medievais, como é o caso abaixo:

Bermingham Tower, ponta sudoeste da construção original de 1204 cuja estrutura sucumbiu a uma explosão ocorrida em 1775. Foto: Breno Beltrão.

"VALE A PENA VISITAR A ÁREA DO CASTELO?"

Vale, sim. Só não vá esperando aqueles castelos maravilhosos que você vê em filmes.

Bedford Tower (1761), Dublin Castle. Foto: Breno Beltrão.

Seguindo o passeio pela região, pouco mais à frente você encontrará dois locais que certamente merecem uma visita: a Catedral Christchurch e "Dublinia".

Christchurch, de 1030. Belíssimo exemplo da arquitetura gótica em Dublin. Foto: Breno Beltrão.

Em Dublinia, o visitante tem a oportunidade de conhecer a fundo, através de uma série de painéis, réplicas, cenários e animações, a história da Dublin viking.

Réplica de barco viking, Dublinia, Dublin. Foto: Breno Beltrão.

Além da Dublin Medieval e do Mundo Viking, o turista pode, ainda em Dublinia, subir os (muitos) degraus da Torre de St. Michael para ter uma vista aérea da cidade.

Vista aérea ao sul da St. Michael's Tower, Dublinia. Foto: Breno Beltrão.

Vista aérea a oeste da St. Michael's Tower, Dublina. Foto: Breno Beltrão.

Vista aérea a Leste da St. Michael's Tower ocupada quase toda pela Christchurch. Foto: Breno Beltrão.

05. PARADA 12 - St. Patrick's Cathedral.

Apesar de construída mais de um século após a Christchurch, a St. Patrick's Cathedral é considerado o templo mais importante do país, construído para honrar o padroeiro da Irlanda, São Patrício. A Catedral foi edificada ao lado do suposto local do poço utilizado pelo santo para batizar os fiéis.

Infelizmente, na época do meu passeio, a Catedral estava coberta por dezenas e dezenas de andaimes, o que lamentavelmente não me instigou a bater uma só foto do local.

06. PARADA 13 - Fábrica da Guiness

Fazer uma visita à Guiness Storehouse, fábrica da cerveja irlandesa mais famosa do mundo, é programa imperdível. O tour custa 15 Euros e inclui um "pint" (caneca de aproximadamente 450ml) da bebida ao final.

07. PARADA 14 - Irish Museum of Modern Art e Kilmainham Gaol

O final do primeiro dia de visita a Dublin pode ser finalizado, com muito estilo, pelo museu irlandês de arte moderna e na prisão de Kilmainham, local de execução dos líderes da Revolta de 1916, evento de grande importância na criação da República Irlandesa.

"E AÍ, SIGO PARA AS OUTRAS PARADAS?"

Não. Se você fez todas as programações acima no mesmo dia, você estará morto de cansaço. Volte para o hotel, descanse um pouco e, tendo superforças, escolha um bar ou boate em Temple Bar. Sendo um ser humano normal, durma bem e restaure suas forças para o dia 02 da sua visita, dessa vez ao norte do Liffey e objeto do próximo post sobre a cidade.

Slán!

Posts da Série "Dublin":

Dublin e Arredores
Dublin e Arredores - Dia 01: ao sul do Rio Liffey
Dublin e Arredores - Dia 02: ao norte do Rio Liffey


Gostou do post? Clique no botãozinho "+1" abaixo e ajude-nos a divulgá-lo.