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3.9.12

Vestido para matar em Tóquio!


A pessoa está caminhando calmamente por uma avenida em Tóquio e fica imaginando se ainda falta muito para chegar ao templo cuja visitação se pretende fazer quando, do nada, se depara com a seguinte imagem:


Na dúvida, sem entender direito do que se trata, ou mesmo sem acreditar naquilo que imagina ser, a pessoa atravessa a rua e olha pruma vitrine:


E era exatamente isso: a pessoa estava em frente a uma loja de armaduras tradicionais para samurais. Aquilo que até então só se tinha visto em filmes (mais recentemente em "O Último Samurai", com Tom Cruise), estava logo ali, ao alcance das mãos.

Obviamente, não havia horário de fechamento de templo que me impedisse, naquele momento, de entrar pra ver a loja.


Cada passo fazia a visita valer ainda mais a pena.


As armaduras são impressionantemente lindas.


A riqueza de detalhes de cada trabalho desses me fazia tentar adivinhar quantas horas e quantos artistas tinham sido necessários para completar cada figurino.



Obviamente, o passo seguinte foi imaginar o valor de cada uma delas. O atendente solitário da loja, que praticamente não falava nada de inglês, me apontou um catálogo. Ao abrir, fiquei sabendo que algumas daquelas peças chegava a custar dez mil Euros (o equivalente, hoje, a 25 mil Reais), o preço de um carrinho popular aqui no Brasil.


Mas muito antes de nutrir qualquer delírio de pensar em comprar uma armadura "mais em conta", percebi que elas vêm em tamanho "nipônico", certamente para adultos com vinte centímetros a menos de altura e metade do meu peso. Não era mesmo pro meu papo. ;)

De todo modo, passear naquela lojinha foi um dos vários momentos fantásticos que vivenciei na capital japonesa. E se realmente, algum dia, eu quiser comprar uma armadura dessas pra usar (no carnaval de Olinda, por exemplo), descobri que tem lojas online que produzem peças semelhantes por encomenda por aproximadamente mil dólares, com direito customização de medidas e tudo. Por que não?

Se você quiser visitar essa das fotos, ela fica pertinho da estação de trem de Akihabara (o famoso bairro dos eletrônicos), no seguinte ponto do mapa:




Posts da série "Tóquio":
Vestido para matar em Tóquio!
Casamento tradicional no Japão: A cerimônia
Casamento tradicional no Japão: A foto.
All Nippon Airways (ANA): uma maravilha!!!
Videopost: Modernidades...
Videopost: Perambulando pelo National Arts Center, Tóquio
Afogar ou não afogar: eis a questão...
Uma visita ao inferno...
Uma noite no hotel-cápsula...
Lost in Translation...
Leitores pelo Mundo: Raul e o mico do Hotel-cápsula em Tóquio


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27.8.12

Casamento tradicional no Japão: A cerimônia

Os templos no Japão, além de belos, podem reservar lindas surpresas para os seus visitantes. Uma delas é poder testemunhar a realização de uma cerimônia tradicional de casamento. A única parte restrita aos convidados é o momento da celebração religiosa. Mesmo assim, aquilo que você pode ver - a procissão da entrada e o a realização d"a" foto oficial - são daquelas programações verdadeiramente imperdíveis.

No vídeo e no "slideshow" abaixo, pode-se ver a entrada e a cerimônia. E para ver a realização da foto, visualize o post respectivo clicando aqui.






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22.8.12

Casamento tradicional no Japão: A foto.

Uma das agradáveis surpresas de se visitar templos no Japão é a possibilidade de se dar de cara com uma cerimônia tradicional de casamento. O ritual parece ser bastante simples: os convidados se reúnem, fazem uma pequena procissão para a entrada no templo e, ao final, se juntam para "a" foto oficial.

Esse último momento, que teoricamente parece simples - juntar família e amigos pruma foto - se manifesta como um procedimento minucioso e disciplinado, aquilo que nós ocidentais tanto apreciamos nas culturas orientais, resultando no clique perfeito.

Uma tentativa de capturar a essência desse processo pode ser vista abaixo, em vídeo e em "slideshow". Se eu fosse você, não deixaria de ver...






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1.6.12

All Nippon Airways (ANA): uma maravilha!!!

Self-service de lanchinhos do voo da ANA: especial pro passageiro com bastante fome...

Em fevereiro desse ano resolvi realizar um grande sonho meu: fazer minha primeira viagem à Ásia. As cidades escolhidas (pelo menos nessa primeira de outras muitas idas no futuro) foram Tóquio, Hong Kong, Macau e Taipei (Taiwan).

Meu bilhete foi emitido pela United/Continental. Mas logo no check-in da Continental em São Paulo veio a surpresa: o voo que sairia de lá para Newark estava com excesso de passageiros porque "haviam enviado uma aeronave menor pro Brasil". Eu achei isso meio estranho, mas me ofereceram uma alternativa: pegar o voo pra Chicago da United e, de lá, seguir para Tóquio com a All Nippon Airways. Eu chegaria ao destino final apenas 15 minutos após o horário marcado no bilhete original. Acredito que por estar super ansioso por essa viagem, não quis fazer confusão na hora e aceitei a oferta.

O voo para Chicago foi o esperado da United, mas rolou. Embarque dividido em 974 grupos diferentes, meio burocrático e tumultuado, comidinha bem básica, em suma, um serviço mediano.

Já na segunda parte da viagem, o cansaço batia forte (a essa altura, a ida já contava com 23,5 horas). No check-in da ANA em Chicago, perguntei sobre a disponibilidade de assento na saída de emergência. Disseram que sim e me deram a cadeira. Não me cobraram nada por isso. Confesso que isso já me passou uma boa imagem da companhia.

O embarque foi super tranquilo. Duas filas distintas (uma pra primeira classe e executiva e a outra econômica), sem aglomerações, empurra-empurra, nada do tipo. O Boeing 777 tava com uns 60% de ocupação. Beleza.

Pouco após a decolagem, lá vêm elas:


Simpaticíssimas, delicadas, bem-humoradas e impecavelmente bem-vestidas. Mal sabia eu que aquela atitude das comissárias da ANA, na verdade, eu iria rever nos japoneses com toda a naturalidade no cotidiano dos meus dias em Tóquio.

Primeiro lanche: bebidinhas e um "snack" de bolacha à base de arroz. Uma delícia. Comi diversos outros pacotes durante o voo. :)


Pouco tempo depois, o almoço:


Pedi a opção "oriental". Era tanta coisa - e tanta coisa saborosa - que nem sabia por onde começar.

Após recolher bandeja e pratos, a segunda sobremesa:


Sorvetinho Häagen-Dazs distribuído pela sorridente comissária Nakai. E tudo isso entre rodadas de café, água e chá. Observei, na porta de um dos armários do Galley, uma planilha:


Com o tempo, terminei descobrindo que ela servia para registrar as idas e vindas das comissárias que mantinham os passageiros devidamente hidratados. Quase no fim do voo, a tabela ficou assim:


Muito já tinha ouvido falar no bom serviço das companhias asiáticas. No meu caso, esse voo surpresa serviu apenas para ratificar essa imagem. Eficiência e simpatia, sem qualquer indício perceptível de falsidade, me pareceram algo possível.

E as boas impressões permaneceram após a aterrisagem (ou aterragem, como diriam os portugueses). Cerca de 25 minutos após o avião pisar em solo, já estava eu no saguão do aeroporto rumo à estação de trem que me levaria a Tóquio, incluindo aí o tempo de taxiamento, retirada de bagagem, imigração e alfândega.

E assim foi esse longo, porém bastante agradável, voo entre o O'Hare (Chicago) e Narita (Tóquio), com direito a muito sol, paisagens congeladas do Alasca e da Sibéria e passagem pela Linha Internacional da Data fazendo-se "perder" um dia, que somente seria recuperado no fim da viagem, na volta ao Brasil.

Adorei ter voado pela ANA e fiz questão de registrar isso aqui no Viajante Amador. Não conheço ninguém da companhia, nem recebi qualquer tipo de contrapartida por parte da empresa para escrever essas palavras. Elas foram escritas por acreditar que o que é bom precisa e deve ser elogiado.


Até o próximo post!


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15.3.12

Videopost: Modernidades...

É lugar comum, ao se falar de Japão, mencionar as palavras "tradição" e "tecnologia". E uma boa série de posts sobre Tóquio não poderia deixar esses assuntos de fora, não é mesmo?

No caso da megalópole, tecnologia avançada é a receita do sucesso para se administrar, com perfeição, um aglomerado urbano de mais de 35 milhões de habitantes.

Mas a tecnologia de ponta também se manifesta em coisas mais simples, como podemos ver no vídeopost abaixo. Dá só uma olhadinha:



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26.2.12

24.2.12

Afogar ou não afogar: eis a questão...


Definitivamente, o visitante que vem a Tóquio precisa aprender a comer usando o Hashi (palitinhos). Os talheres ocidentais nem sempre estão disponíveis (aliás, quase nunca, exceto em restaurantes caríssimos).

No Brasil, temos várias oportunidades de praticar essa arte em restaurantes e os palitos também se encontram à venda em supermercado. A coisa toda não é difícil, bastando apenas disciplina.

Mas mesmo com toda a técnica, sempre surge uma dúvida: afogar ou não afogar o Gohan?

Gohan é o arroz branco tipicamente japonês. Por ser cozido no vapor, ele fica todo compactado e vem em pequenos blocos ao se puxá-lo com os hashi. O problema é que, às vezes, ele não tem gosto de nada e bate a maior vontade de tacar molho shoyu encima...

Meu conselho: não faça isso. Ao afogar o Gohan, o arroz ficará todo soltinho (parecendo aqueles parboilizados escorridos) e pinçar um a um é uma tarefa muito ingrata. Recorra aos temperos secos (normalmente oferecidos nos restaurantes) ou então coloque apenas umas gotinhas de shoyu. Vá por mim...

Abraço!

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Uma visita ao inferno...

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Se "inferno" fosse escrito com oito letras, seriam elas: P-A-C-H-I-N-K-O.

"Pachinko" é o nome que se dá a umas maquininhas de fliperama cujo único objetivo é torcer para que bolinhas de metal caiam em determinados buracos no tabuleiro. E só.

É algo super comum no Japão, desde quando, pela década de 80, assistia a documentários sobre esse país aqui.

Mas o jogo, em si, nem é o pior. Um verdadeiro "preview" do inferno a gente tem ao entrar numa casa de Pachinko. São dezenas, às vezes centenas, dessas maquininhas que, além do barulho das bolas, insiste em cada uma ser acompanhada de sons eletrônicos incrivelmente alto. Tenho certeza que além da surdez, algumas horas nesses troços aqui dão "barato"...

Segue o vídeo da visita:



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22.2.12

Uma noite no hotel-cápsula...

Em agosto de 2011, achei bizarramente interessante a experiência narrada por Raul Kawamura nos hotéis-cápsula de Tóquio.

Curioso que sou, resolvi conferir se a coisa era tão ruim assim.

Estive num deles há poucos dias, o Green Plaza Shinjuku, pertinho das movimentadíssimas estações de trem da região de Shinjuku e ao lado do bairro da "Luz Vermelha", o Kabukicho. A escolha desse, dentre vários nessa mesma região, foi a presença de um "onsen" (spa tradicional japonês) em suas instalações, o que cairia muitíssimo bem depois de dois dias inteiros entre aeroportos e aviões, além de algumas horas de passeio pela cidade. Mas fica uma ressalva: tatuados não são aceitos.

De fato, logo na entrada se deixa o tênis/sapato num armário:


Em seguida, o hóspede vai até a recepção e faz o pagamento. No Green Plaza, eles cobravam 4300 Ienes pela cápsula "simples" e 4800 pela "atualizada", o correspondente a 43 e 48 Euros, respectivamente. A diferença de uma pra outra é a espessura do colchão e do travesseiro. Nada além disso.

Após o pagamento, recebe-se tolha, roupão e um bracelete contendo o número da cápsula e uma chave para o armário das roupas, bolsas e tudo mais que você tenha trazido consigo da rua:


Além do Spa, o hotel dispõe também de restaurante, serviços de lavanderia, massagem e venda de roupas de "emergência" para se ir ao trabalho no dia seguinte.


Banho tomado, roupas limpas e dentes escovados, agora é só ir para a cápsula. Isso eu gravei em vídeo pra vocês. Espero que gostem.


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13.2.12

Lost in Translation...


"Por favor, fique lentamente com cápsula limpa com TV". Afinal de contas, "Estamos abertos 24 horas gratuitamente. Brown-ensacamento é OK". "Atualizado com o suor derramado a fadiga do dia?", então é só descansar nos "Estiráveis ​​banhos membros disponíveis 24 horas por dia de curso".

Entendeu? Eu também não.

Dentro das incansáveis pesquisas para a minha ida a Tóquio, me deparei com algumas situações engraçadíssimas.

A maior parte dos sites possui o link "English", onde, com um cliquezinho, tudo o que você queria saber aparece de forma rápida e fácil em um inglês bastante conciso e objetivo.

Já em outras páginas, não há essa mordomia. Das duas, uma: ou você faz um curso relâmpago de japonês, ou então, ao navegar pelo Google Chrome, opta por clicar no botão da tradução automática.

Antes não se pedisse a tradução. Dá cada coisa bizarra... A foto de cima ilustra bem isso, com as induvidosas informações sobre um dos hotéis-cápsula que estou pesquisando para passar uma noite (é isso mesmo, você leu bem: vou passar uma noite num hotel-cápsula...).

E se você ainda tem dúvidas da eficiência da tradução, segue outra captura de tela:


Que bom que eles têm ar condicionado 24 horas, né? E que tranquilidade não precisar de garantia de depósitos desnecessários para pessoas e bebidas alcoólicas, não?

É como dizem: pra bom entendedor, meia palavra basta.

Abraço!


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3.8.11

Leitores pelo Mundo: Raul e o mico do Hotel-cápsula em Tóquio

Cápsulas de dormir em hotel de Tóquio. Não lembra um favo de mel? Fonte: Hotel Siesta.

Sempre ouvi falar de que hospedagem em Tóquio, para turista, era algo pra lá de Bagdá de tão. Curioso, fui pesquisar recentemente no booking.com e vi que a coisa não é tão ruim assim. Pesquisando com dois meses de antecedência, dá pra encontrar hotéis de 3 e 4 estrelas, de ótima avaliação, com tarifas para quarto duplo variando de 80 a 100 Euros por noite. Esse preço, convenhamos, é bem compatível com as tarifas dentro da Europa.

Mas algo que sempre me disseram ser uma atração turística imperdível na capital japonesa era passar uma noite num "hotel-cápsula". Será?

Nosso leitor Raul Kawamura passou por uma experiência dessas alguns atrás e conta tudo pra gente. A conclusão fica por sua conta. :)