11.12.09

Recife-Maceió: uma mini "road trip" pra lá de interessante...


Muita gente que me conhece não sabe uma coisa sobre mim: meu sangue é 50% alagoano.

Pois é. Sou filho de Alagoano com Pernambucana e, sempre que podemos, vamos nós três a Maceió visitar os parentes.

Nos últimos anos, temos ido com mais frequência e o trajeto de ida e volta tem se tornado cada vez mais agradável.

"E O QUE ISSO TEM A VER COM O BLOG?"

Bom, pouco tempo atrás escrevi um "post" sobre algumas atrações da Região Metropolitana do Recife e dos litorais norte e sul de Pernambuco para uma visita de 15 dias.

E é exatamente dentro desses quinze dias que o turista pode inserir uma excelente programação: tirar alguns dias para passear pelo estado de Alagoas.

A diversão pode começar na mini "road trip" Recife-Maceió. E aqui vão algumas dicas de quem sempre passa por lá.

Cintos afivelados, "vamusimbora" minha gente!

O TRAJETO

Trecho da AL-105. Cana de açúcar até onde a vista alcança. Foto: Breno Beltrão.

280 quilômetros. É a distância aproximada entre Recife e Maceió pelas rodovias BR-101, PE-060, AL-101, AL-465, AL-105, AL-413 e, novamente, a AL-101.

A estrada, no trecho pernambucano, está em ótimas condições. Na parte alagoana, existe um pedaço que requer muita atenção do motorista, entre Japaratinga e São Luís do Quitunde. São mais ou menos 70 km em que o viajante deve baixar a velocidade para desviar das crateras e dos motoristas que invadem a contramão para fugir dos outros buracos na pista.

O CARRO

Nissan Livina AT 1.8. Excelente desempenho nas subidas e ultrapassagens. Foto: Breno Beltrão.

O turista que vai alugar para fazer a viagem Recife-Maceió deve, se possível, optar por um modelo 1.4, 1.6 ou 1.8. Nessa última ida, fomos de Nissan Livina. O motor 1.8 foi perfeito para as subidas, descidas e ultrapassagens, que são constantes, já que em pelos menos três quartos da viagem a estrada não é duplicada Por outro lado, o câmbio automático é uma verdadeira mão na roda pra quem quer evitar a chatice das trocas de marcha nas várias lombadas (físicas e eletrônicas) ao longo do caminho.

PRIMEIRA HORA DE VIAGEM


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A primeira hora da viagem, tanto na ida, quanto na volta, é bem chatinha. No caso da ida, vai do centro do Recife até mais ou menos a entrada de Porto de Galinhas. O trecho é predominantemente urbano e, com ele, é de se esperar um certo trânsito e muitas lombadas. A depender da pressa do motorista e do horário, essa "primeira hora" pode virar "quarenta minutos". Só não seja imprudente!

Nessa parte da viagem, não há muito o que se fazer a não ser seguir em frente. No entanto, caso você encontre alguma barraquinha vendendo castanhas, pare e compre. Elas são fresquinhas (assadas há pouco) e "in natura", sem aquele monte de sal que há nas industrializadas que se compra em supermercado.

SEGUNDA HORA DE VIAGEM


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Esse segundo trecho, pra mim, é o mais interessante da viagem. Ele começa logo após a tumultuada entrada/saída de Porto de Galinhas e vai até o momento em que a estrada encontra as águas azuis do mar de Alagoas. A variação de cenários é realmente impressionante.

Engenho de cana na PE-060. Uma viagem no tempo. Foto: Breno Beltrão.

Uma das primeiras imagens bacanas que se vê, no lado do passageiro, é um engenho de cana de açúcar, cujo nome infelimente não me recordo agora (se alguém souber, escreva no comentário, por favor!!). É uma verdadeira viagem no tempo.



De início, o local apresenta uma sequência de vários arcos de um aqueduto que deságua na casa da moenda, aparentemente muito bem preservada. Ao longe se vêem as casas dos trabalhadores e, num plano mais elevado, a antiga casa grande. Do lado esquerdo, já no final da propriedade, fica uma igrejinha.


O legal é que, se você não quiser, nem precisa descer do carro para apreciar a simplicidade e beleza das construções.

Seguindo em frente, se você sentir vontade de beliscar algo (para comer, claro), uma boa pedida é parar em alguma das barraquinhas que ficam na estrada. Sempre há algo novo para se experimentar: passa de cajú, bolinhos de goma, frutas frescas, doces variados, cocadas, bolachas "Maragogi", isso somente para exemplificar.

Barraquinhas típicas de estrada em litoral. Não se deixe enganar pela aparência simples. Os produtos vendidos são iguarias verdadeiramente imperdíveis. Foto: Breno Beltrão.

Bolachas "Maragogi" doces ou salgadas (à esquerda), passa de caju (centro) e bolinhos de goma (direita). Trio perfeito para acompanhar uma boa xícara de café. Foto: Breno Beltrão.


Mais ou menos na metade desse trecho, já perto da entrada para Tamandaré, rola o "momento verde" da viagem.

Reserva Ecológica de Saltinho. Momento "verde" da viagem. Foto: Breno Beltrão.


A rodovia PE-060 atravessa a Reserva Ecológica de Saltinho. Nesse exato momento, desligue o ar condicionado do carro, diminua a marcha, baixe todos os vidros e respire profundamente o ar fresco e úmido da mata. Em alguns locais, as árvores cresceram tanto que formaram um teto natural. Se precisar, ligue os faróis do carro.

Siga em frente pela estrada. Nela, você chegará a Alagoas, pela AL-101, rodovia estadual que, ao menos em tese, segue o litoral alagoano até a divisa com o estado de Sergipe.

No centro de Maragogi há vários restaurantes que servem bons frutos do mar. Porém, se você estiver a fim de um lanche rápido ou almoço executivo, uma boa opção, na própria AL-101, é parar no Autocafé. Eles até disponibilizam acesso à internet, em terminais locais, ou WiFi.

Se o visitante, no entanto, desejar um comida mais requintada, feita na hora, com temperos e combinações pra lá de exóticos, a melhor opção mesmo é esperar para almoçar na Estalagem Caiuia, pouco mais à frente, em Japaratinga. Acredite em mim: vale muito a pena. O arroz com castanha deles é de lamber os lábios (ou "beiços", como dizemos aqui).


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Com ou sem refeição, o final do segundo trecho da viagem revela a sua parte mais interessante: o momento em que a estrada encontra as águas absurdamente azuis do litoral alagoano.

AL-101, entre Maragogi e Japaratinga. Convite a um banho de mar. Foto: Breno Beltrão.

Não tem como errar o local. Fica entre Maragogi e Japaratinga, cerca de 6 km após a entrada do Hotel Salinas de Maragogi.

Não dá pra dizer muita coisa. A tranquilidade do local e o visual falam tudo:






O grande detalhe é que eu bati essas fotos num sábado de manhã, já perto do meiodia. Cadê a muvuca? :)

Fim do segundo trecho.

TERCEIRA HORA DE VIAGEM


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O terceiro trecho é o momento rural do itinerário. Além da cana, vê-se muitas fazendas de gado pela estrada. Não é raro se dar de cara com uma "queimada".

Queimada da cana de açúcar. Espetáculo fascinante aos olhos e gerador de grande poluição ambiental destinado a facilitar o corte da cana. Fotos: Breno Beltrão.

Esse trecho da viagem concentra várias subidas e descidas intervalados por grandes altiplanos onde vastas plantações de cana são os maiores objetos de contemplação do viajante. Dá sono. É melhor tomar um bom e grande café "espresso" em Maragogi ou Japaratinga.

Pra quem mora em Recife ou em Maceió, uma boa dica para a estrada, em São Luís do Quitunde, é dar uma paradinha no "Búfalo Bill".

Loja "Búfalo Bill" em São Luís do Quitunde. Carnes e Laticínios de búfalo em grande variedade e bons preços. Foto: Breno Beltrão.

O local em si está longe de ser um primor estético. Na verdade, o que se vê hoje em dia na foto acima já é fruto de reformas e ampliações de uma lojinha pequena que se ocupava de vender ao consumidor, sem intermediários, a produção da Fazenda Castanha Grande.

Interior da lojinha Búfalo Bill. Foto: Breno Beltrão.

A variedade de produtos impressiona e os preços são bastante honestos. Vale a pena dar um parada, mas o turista pode seguir direto para Maceió.

QUARTA HORA DE VIAGEM (E ÚLTIMA... UFA!)


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Nessa quarta e última etapa do trajeto, apesar das bonitas paisagens de praia, se você tiver feito todas as paradas sugeridas, já estará meio cansadinho e doido de vontade de chegar ao destino.

Pra piorar a situação, esse pedaço de mau caminho (no sentido literal) tem muito trânsito de carro, ônibus, moto, todos praticamente parando a cada dez minutos por conta das inúmeras lombadas da estrada. O resultado disso é que os menos de quarenta quilômetros de estradas levam entre 30 minutos e uma hora para serem percorridos.

Apesar do cansaço, eu recomendo veementemente que se dê uma paradinha no mirante da Sereia.

Mirante da Praia da Sereia, Maceió. Foto: Breno Beltrão.

Fica logo após o Venta Club e em frente a um posto BR. Vale a pena parar para bater umas fotos. Olha só o visual:



Cumprida essa parada obrigatória, siga para Maceió e aproveite a cidade e tudo que ela tem: de melhor: lindas praias urbanas, excelentes restaurantes e vida noturna agitada.

Espero que você tenha gostado dessa "road trip" e que muitas outras mais ainda venham no Viajante Amador.

Até a próxima!


SITUAÇÃO DA ESTRADA (ATUALIZAÇÃO)


Gente, fiz essa viagem alguns dias atrás (abril de 2011) e, no trecho desde a divisa com Pernambuco até quase São Luís do Quitunde, a estrada não estava em boas condições. Somou-se a isso o período chuvoso (que se estende até meados de agosto / começo de setembro) e o resultado é um percurso monótono e mais demorado que o habitual. 


Se você tiver pressa, a melhor alternativa é ir pela BR-101. De Recife até Palmares (uns 120 dos aproximadamente 260 km), a estrada está toda duplicada e em excelente estado. Entre Palmares e a divisa com Alagoas, são cerca de 30 quilômetros de obras, inferno e estrada de barro (pasmem),  o que dá quase uma hora, mas passado esse pedaço, o restante até Maceió, mesmo não duplicado, está em bom estado. O ruim é que a ida (ou volta) pela BR-101 não oferece outras opções de refeição que não sejam aqueles tradicionais postos de beira de estrada.

Para saber sobre a atualização de setembro de 2011 sobre as condições da estrada, por favor, clique aqui.

Outros posts do assunto:

Recife-Maceió: terra ou ar?


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9.12.09

Recife-Maceió: terra ou ar?

Publicação original: 10.12.2009.
Alterado em: 10.12.2009.


Dia desses, um conhecido me perguntava se, vindo conhecer Recife, valeria a pena ir a João Pessoa ou Maceió? Em valendo, o que seria melhor: carro ou avião?

De cara, respondi a ele que tanto Maceió quanto João Pessoa são cidades muito legais e bem próximas a Recife (destino principal dele) e valeria muito a pena tirar um tempinho para conhecer uma ou ambas.

Quanto ao transporte, respondi que, para JP (João Pessoa para os íntimos), o melhor, sem dúvidas, é transporte rodoviário, pois a cidade fica a apenas uma hora e meia de Recife. Já sobre Maceió, hesitei um pouco em responder, pedi um tempo para pesquisar sobre o assunto e disse que a resposta viria em forma de "post".

Vamos lá.

RECIFE-MACEIÓ PELO AR

Não existe voo direto Recife-Maceió.

As duas únicas companhias que fazem uma ligação razoável entre as cidades são a TAM e a GOL, e, mesmo assim, com conexão em Salvador. É possível (ao menos em tese) uma maratona bizarra Recife-Campinas-Maceió pela Azul, mas acredito que isso não faria muito sentido.

Por outro lado, uma rápida pesquisa de tarifas agora para dezembro revela valores entre 700 e 1000 reais. Nada barato para uma distância aérea de apenas 181 km.

E, o pior, a logística da coisa: 1 hora de antecedência de voo + 7 horas de viagem (TAM) ou 3 (GOL) + 1 hora de trajeto entre o aeroporto de Maceió e o bairro da Ponta Verde = 9 horas (TAM) ou 5 (GOL).

Após "fechar" esse post, tomei conhecimento, pelo leitor Paulo, que a Trip Linhas Aéreas iniciará, a partir de 20 de dezembro próximo, um voo direto Recife-Maceió. A notícia é fantástica.

A viagem será feita pelo Embraer 175 em sobrevoo de apenas 45 minutos. O avião é pequenininho, mas é super ágil. Voei nele duas vezes esse ano, entre Washington e Miami, e me supreendi com o desempenho do bicho.

Essa nova opção deverá custar aproximadamente R$ 500,00 (ida e volta) e, com traslados e espera de check-in, o tempo total de viagem deverá ficar em cerca de 3 horas por cada perna. É uma opção a se considerar caso o viajante esteja com pressa.

RECIFE-MACEIÓ POR TERRA


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Entre o centro de Recife e o bairro da Ponta Verde, em Maceió, pelo caminho do litoral, são aproxidamente 260 quilômetros.

É possível fazer o trajeto de carro em pouco menos de quatro horas, apesar de todas as lombadas - fisícas e eletrônicas - que estão presentes em quase todo o percurso. De ônibus, pela Real Alagoas, a viagem não dura mais que isso e o ônibus executivo sai por cerca de R$ 57,00.

De um modo ou outro, não havendo "check-in" nem conexões, incluindo-se os traslados até as respectivas rodoviárias (para o caso de se viajar de ônibus), o transporte rodoviário ganha em tempo e em custo para o aéreo. Eu até tinha mais ou menos essa opinião, mas a pesquisa transformou a dúvida em certeza.

E independentemente dos custos menores, a micro "road trip" Recife-Maceió pode ser uma experiência bastante agradável. É só clicar no link abaixo.

Abraços!

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Recife-Maceió: uma mini "road trip" pra lá de interessante...


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Photoquiz 2: Que prato é esse e em que cidade ele foi servido?


Oi pessoal!

O tema do segundo photoquiz do Viajante Amador é culinária.

Dessa vez, os queridos leitores terão que dizer qual é o prato da foto e onde ele foi servido.

As dicas são:

- contém leite de côco;

- foi servido no Brasil.

E aí? Qual a resposta?

Quanto ao primeiro photoquiz, a resposta sairá muito brevemente, junto com um novo "post" longo, fresquinho, fresquinho, como o prato acima.

Abraço!

7.12.09

Destino: Portugal e Espanha. Circulando em Portugal.


Num post anterior, aprendemos como chegar a Portugal. Vimos que é possível a utilização da via aérea e a marítima.

Já neste momento, nossa ocupação será a de aprender a circular dentro do território português, o que pode ser feito por avião, por trem e por ônibus.

AVIÃO

Excluindo-se os arquipélagos de Madeira e Açores, a Portugal Continental apresentra três aeroportos, localizados nas cidades de Porto, Lisboa e Faro. Entre Lisboa e Porto, a ligação é feita pela TAP/Portugalia. Já entre Faro e Porto, eixo norte-sul do país, o serviço fica a cargo da irlandesa Ryanair.

TREM

Esquema da rede ferroviária portuguesa. Mais detalhes, clique aqui. Fonte: www.cp.pt

Portugal dispõe de uma boa rede ferroviária. Os trens - ou "comboios" - do país são administrados pela Comboios de Portugal (CP), em três modalidades de serviços:

- Regionais: transporte mais simples, de alcance nacional.
- Intercidades: transporte rápido, de alcance regional
- Alfa Pendular (ou rápido): transporte expresso de alcance limitado.

Horários e tarifas dos "alfas" e intercidades poder ser obtidos (com uma certa dificuldade) no site da empresa, ou, ainda, pelo Call Center: 808 208 208 (em Portugal) ou (+351) 218 545 212 (ligando do exterior).

ÔNIBUS

O país é abundantemente servido por linhas de ônibus, ou "autocarros", como lá eles se chamam, sendo considerados os meios de transporte mais baratos, embora não os mais recomendados. Já ouvi dizer algumas vezes que, podendo, prefira o uso dos trens.

Algumas das dezenas de empresas de ônibus do país se uniram para formar, em 1998, a Rede Nacional de Expressos, hoje em dia com atuação em todo o país.

Informações, horários e tarifas podem ser obtidas pelo site da RNE ou, ainda, pelo Call Center: 707 22 33 44 (dias úteis, das 08h00 às 20h00; fins de semana e feriados, das 09h00 às 18h00).

Até o próximo "post"!

Portugal no Viajante Amador:

Destino: Portugal. Como chegar lá?
Destino: Portugal. Circulando em Portugal.
Destino: Portugal. Comunicando-se em Portugal.
A glicofilia lusitana
Churrasco brasileiro em Portugal? Tem, sim senhor!
Destino: Lisboa - Vou de táxi...
Destino: Lisboa (como perambular pela cidade)
Destino: Lisboa - Roteiro para 3 dias. Dia 01.
Destino: Lisboa - Roteiro para 3 dias. Dia 02: Belém.
Destino: Lisboa - Roteiro para 3 dias. Dia 03 (Parque das Nações).
Que tal um passeio noturno por Lisboa?
Destino: Sintra, Portugal
Destino: Tomar, Portugal
Tomar: roteiro para 1 dia - primeira parte
Tomar: roteiro para 1 dia - segunda parte
Destino: Portalegre (Alentejo, Portugal)
Leitores pelo Mundo: A Portugal de Nilma Guerra: Ilha da Madeira


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6.12.09

Destino: Portugal e Espanha. Aí vamos nós!


Oi pessoal!

É com muita satifatisfação que informo a todos vocês que o Viajante Amador vai mesmo estar em Portugal e Espanha agora em dezembro e janeiro.

O bilhete aéreo já está comprado. A ida será Recife-Lisboa, saindo às 23:50 do dia 24 e chegando no dia 25, pelas 10:25. A volta será no dia 12 de janeiro, com saída em La(A) Coruña às 08:00, conexão (e espera de oito horas) em Lisboa e chegada em Recife no mesmo dia às 21:30.

Lamentavelmente, por somente ter confirmado a disponibilidade para a viagem nesta última semana, tive com arcar as tarifas mais caras da classe econômica em alta estação. É por isso que eu sempre aconselho: resolvam suas viagens o mais rápido possível. Se eu tivesse adquirido o bilhete alguns meses atrás, poderia ter conseguido uma tarifa 30% menor pelo menos.

Quanto ao roteiro, fiz algumas trocas. Seguindo conselho de amigos portugueses, desisti de ir a Faro ou qualquer outra cidade do Algarve (extremo sul de Portugal) , por não terem muito apelo turístico durante o inverno. Em troca, aparecerão outras como Portalegre, Marvão, Castelo de Vide e Almourol.

Até breve com mais notícias!


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5.12.09

Onde fica este local?


E aí, pessoal, onde fica esta belíssima paisagem litorânea? Respostas nos comentários, ok? Dicas: o local tem águas mornas, azuladas, transparentes e fico longe de qualquer agito, como vocês bem podem ver na foto. :)
Conto a vocês onde é brevemente. Abraços!

Megapromo CVC/TAM confirmada


É isso aí, pessoal. Conforme o Viajante Amador já havia anunciado, em primeira mão, desde ontem, foi confirmada a MegaPromo CVC / TAM de dezembro.

O site da operadora não diz muito. Fala somente em pagamento em 8 vezes sem juros, com R$1,00 de entrada e que ela vale para diversos destinos da TAM. Alguns exemplos de ofertas são os seguintes:


De resto, mais informações somente comparecendo a uma das lojinhas da CVC. Mas isso os seletos leitores do Viajante Amador também já estavam sabendo.

Boas compras!

3.12.09

Megapromo TAM/CVC - 50% de desconto nos destinos internacionais


Oi pessoal!

Notícia em primeira mão para os leitores do Viajante Amador!

De 05 a 10 de dezembro deve rolar uma Megapromo CVC/TAM.

Ao que tudo indica (a confirmação, mesmo, só sai no próprio dia 05), a promoção, que dará 50% de desconto em TODOS os destinos internacionais da TAM, terá as seguintes regras:

- período de compra: 05 a 10 de dezembro;
- período de embarque: 03 de março a 15 de junho;
- compra mínima de 03 diárias de hotel.

Pois bem. Pra quem está com férias programadas para o período (baixa estação), a promoção parece muito interessante. Em junho desse ano eu cheguei a verificar algumas opções e realmente valia muito a pena.

Somente para relembrar, a TAM voa para Nova York, Miami, Paris, Londres, Milão, Frankfurt, Madri, Buenos Aires, Bariloche, Cochabamba, Santa Cruz de la Sierra, Santiago, Assunción, Ciudad del Este, Montevidéu e Caracas.

Quando forem comprar os bilhetes, não se esqueçam de dizer ao atendente da CVC que viram essa notícia no Viajante Amador. Não que eu ganhe comissão ou algo do tipo, mas um pouco de boa propaganda do blog não faz mal a ninguém, né? ;)

Destino: Dublin e arredores (parte 2) - ao norte do rio Liffey (dia 2)

Áras an Uachtaráin, Phoenix Park, Dublin. Foto: Breno Betrão.


No "post" anterior, percorremos a região central de Dublin localizada abaixo (sul) do rio Liffey. Fizemos nosso percurso de acordo com o itinerário dos ônibus turísticos "hop on hop off" (sobre-e-desce), que circulam pela cidade em intervalos de 10 a 15 minutos, das 09:00 às 17:00, diariamente.

Lamentavelmente, no dia em que fiz a continuação do passeio - Dublin ao norte do Liffey - o tempo estava bem ruinzinho, muito nublado e com chuviscos esporádicos. Pra piorar, não fui diligente o suficiente para carregar as duas baterias da minha Fuji F100fd que tinha à época. Juntando "A" com "B", de antemão vocês entenderão que este "post", muito diferentemente do anterior, não terá tantas fotos. Eu sei que infringi um dos mandamentos mais importantes do viajante amador: "Jamais saia para turistar sem que o apetrecho fotográfico apresente-se inteiramente funcional". "Mea culpa, mea maxima culpa". Peço perdão por essa falha inescusável.

Mas vamos ao que interessa. Dia 02, aqui vamos nós!


01. PARADA 17 - Phoenix Park

Vista aérea do Phoenix Park. Fonte: phoenixpark.ie

Gente, o Phoenix Park é gigantesco. São 7 milhões de metros quadrados. Ou 7 quilômetros quadrados, o que grosseiramente falando, faria com que a gente imaginasse um retângulo com lados de 2km e 3,5km.

Ele é tão absurdamente grande que o próprio Google Maps o retrata parte em alta definição, parte em baixa.

Em sua origem, 1662, o parque foi concebido como área de caça de veados e se estendia até o outro lado do Liffey. Em outras palavras, era maior ainda. Imagine...

"E O QUE TEM PRA FAZER NESSE PARQUE TÃO GRANDE?"

O ônibus turístico vai mais ou menos até a altura do Áras an Uachtaráin (foto acima), local de residência do Presidente da Irlanda, de onde ele faz a volta até a parada em frente ao zoológico. Se você não estiver lá num sábado, dia da semana em que ocorrem visitas guiadas ao prédio, nem se dê ao trabalho de refazer todo o percurso a pé apenas para bater uma foto. É muito esforço pra pouca coisa. Satisfaça-se com o tour virtual que o site deles oferece.

Tendo tempo, vá ao zoológico. Depois, antes de pegar o ônibus para as paradas seguintes, bata uma boa foto junto ao Wellington Monument e perceba que também os irlandeses constróem monumentos eretos, simbolos fálicos de poder.

Wellington Monument, construção de 1817, Phoenix Park, Dublin. Foto: Breno Beltrão.

02. PARADA 19 - Collins Barracks e Old Jameson Distillery

Descendo na parada 19, bata uma foto em frente ao Collins Barracks. Aproveite e entre nele, pois desde 1997 o local é parte integrante do Museu Nacional da Irlanda nas áreas de história e arte decorativa. E pra melhorar ainda mais a coisa, o acesso é gratuito. Adoro coisas 0800... :)

Após a visita ao museu, siga na direção leste pela Arran Quay (pronuncia-se "qui-i", igual a "Key") e dobre à esquerda na Bow Street até a destilaria do "whiskey" Jameson (Old Jameson Distillery). Foi em Dublin que eu fiquei sabendo que o "Whiskey" é criação irlandesa, (do termo Uisce Beatha - algo como "uíscâ barra" - água da vida em gaélico), cabendo aos escoceses sua difusão pelo mundo afora. O tour pela destilaria custa 13,50 euros e vale bastante a pena.

Caminhe de volta para a Arron Quay e embarque no ônibus no local correspondente à parada 20.

03. PARADA 21 - O'Connell Street

Sede dos correios da Irlanda, O'Connell St., Dublin. Foto: Breno Beltrão.

A O'Connell vai ser a última parada turística. A partir dela, todo o resto do percurso será feito a pé.

Em seu início se vê o O'Connell Monument, de 1882. Seguindo em direção ao norte, o visitante passará pela prédio sede dos correios da Irlanda (General Post Office, 1818) e à direita, entre os dois lados da avenida, fica a Spire, uma agulha gigante de 120 metros de altura, de 2003, escultura construída no local onde ficava o Pilar (ou Coluna) de Nelson, destruído em atentado do IRA em 1966.

The Spire, O'Connel Street, Dublin. Foto: Breno Beltrão.

A essa altura, você estará bastante cansado do dia puxado. No entanto, como viajar não é para os fracos e você pode muito bem descansar quando voltar para casa, prepare-se para continuar andando. Keep walking...

Subindo a O'Connel Street, bata uma foto junto à estátua de James Joyce, outra em frente ao Parnell Monument e, ainda na praça com o mesmo nome, passeie pelo Garden of Rememberance, pelo Writers Museum e, em seguida, caminhe toda a O'Connell de volta até a Eden Quay (onde você já viu o O'Connel Monument antes). Pegue à esquerda até o prédio da alfândega (Custom House).

Custom House (1791). Custom House Quay, Dublin. Fachada monumental. Foto: Breno Beltrão.

Atravesse o rio Liffey, a essa altura já com o sol se pondo.

Rio Liffey ao entardercer. Divide Dublin nas porções norte e sul. Foto: Breno Beltrão.

Já quase sem esperanças de obter uma foto decente da Custom House, tenha uma ótima surpresa ao descobrir que somente do lado sul do Liffey é que você vai conseguir focar o prédio na íntegra.

Fachada integral da Custom House, Dublin.

Pronto. Agora estamos satisfeitos. E se você realmente cumpriu todo o roteiro dos dias 01 e 02, tiro o chapéu pra você. Fizemos muito em pouco tempo e estou certo de que nos divertimos bastante, não é?

Slán.


Posts da Série "Dublin":

Dublin e Arredores
Dublin e Arredores - Dia 01: ao sul do Rio Liffey
Dublin e Arredores - Dia 02: ao norte do Rio Liffey


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1.12.09

Destino: Dublin e arredores (parte 2) - ao sul do rio Liffey (dia 1)

Pátio do Trinity College em Dublin (ou Coláiste na Tríonóide, Baile Átha Cliath). 400 anos de tradição no ensino universitário dublinense. Foto: Breno Beltrão.


Geograficamente, Dublin é pequena. E por ser pequena e antiga, a imensa maioria de suas atrações turísticas se situa no centro da cidade, distando poucas centenas de metros umas das outras.

A vantagem de se comprar o "3 Day Freedom Ticket" é que, de uma primeira vez, pode-se fazer o passeio de uma hora e meia pelo itinerário das 23 paradas que compõem o tour "hop on hop off". Para alguns, pode até ser sacal passar 90 minutos sentado, vendo a vida passar e ouvindo as explicações pelo fone de ouvido (ônibus multilíngue) ou pelo altofalante. Talvez até seja, mas, ao completar o percurso, você já terá uma boa noção da história e geografia da cidade, o que ajudará muito quando da visitação dos pontos turísticos isolados. Eu recomendo o passeio completo (não, eu não estou falando daquela modalidade de traje). De repente, você até pode dar por visto alguns locais que achar menos interessantes, mas ao menos terá a oportunidade de os ter visualizado.

Em tese, o roteiro começa na parada número 01, que fica na Cathal Brugha Street. No entanto, como a linha é circular, você pode começar em qualquer uma das 23 paradas e, claro, você escolherá a que for mais próxima de onde estiver hospedado.

Meu roteiro sugerido é:

01. PARADA 03 - Trinity College

Westfront (1751), Trinity College. Foto: Breno Beltrão.

O Trinity College, fundado em 1592, é prédio integrante da Universidade de Dublin, instituição de ensino superior de maior prestígio na Irlanda. Além do Westfront e sua belíssima fachada, recomenda-se "vista" e fotos das esculturas do pátio central e do Campanile (campanário) e, o mais interessante, uma parada na Old Library, onde está o Book of Kells, considerado uma das mais importantes peças de arte religiosa cristã, datado de 800 d.C.

Escultura "esfera com esfera", de Arnaldo Pomodoro, Trinity College. Foto: Breno Beltrão.


02. PARADA 05 - Merrion Square

Merrion Square (1752), Dublin. Foto: Breno Beltrão.

Além dos jardins e suas belíssimas composições florais, vale a pena dar uma passada pela Merrion Square para ver as várias obras de arte espalhadas pela praça. A mais interessante delas, é sem dúvida, a escultura de Oscar Wilde:

Oscar Wilde (1854-1900), Merrion Square, Dublin. Foto: Breno Beltrão.

Não à toa, Oscar Wilde morou exatamente ao lado do parque em sua infância e adolescência, na Merrion Square Norte, número 1:

Residência de Oscar Wilde, Merrion Square Norte, nº 1, Dublin. Foto: Breno Beltrão.

Vale a pena, ainda, no parque, ver o presente da República do Chile à República da Irlanda: o memorial Bernardo O'Higgins.

Estátua em homenagem a Bernardo O'Higgins, Merrion Square, Dublin. Foto: Breno Beltrão.

No quarteirão que fica a oeste da Merrion Square, o visitante pode dedicar horas e horas a diversas programações culturais em visitas à National Gallery, ao Natural History Museum, à National Library e, o melhor de todos, ao National Museum.

Museu Nacional da Irlanda (1890). Foto: Breno Beltrão.

03. PARADA 07 - St. Stephen's Green

St. Stephen's Green (1663). Jardins impecavelmente cuidados e lagos de pura tranquilidade em pleno centro de Dublin. Foto: Breno Beltrão.

Mal sai o sol (coisa que não acontece com tanta frequência) e os irlandeses correm pros parques. E, no caso de St. Stephen's Green, até eu, brasileiro de "trocentas" gerações, nordestino, com sol na cabeça o ano inteiro, também faria o mesmo.

Adolescentes curtindo a paz de St. Stephen's Green. Local para todas as tribos. Foto: Breno Beltrão.

O parque é espaçoso, agradável, tranquilo, tudo isso bem juntinho à área mais comercial de Dublin. Relaxar antes ou depois das compras? Dúvida cruel...

Dublin Fusiliers Arch (1904) em St. Stephen's Green, Dublin. Portal de entrada (ou saída) para o comércio dublinense. Foto: Breno Beltrão.

Se a intenção do visitante for descansar, relaxar, ler, enfim, curtir um momento de contemplação, minha grande sugestão é ir aos jardins Iveagh (Iveagh Gardens), bem pertinho de St. Stephen's Green. É coisa de 5 minutinhos caminhando.

Iveagh Gardens. Que tal uma paradinha para agradecer pela viagem? Foto: Breno Beltrão.

Iveagh Gardens, Dublin. Foto: Breno Beltrão.

04. PARADA 10 - Região Medieval/Viking

Torre Normanda (intacta) e partes do que restou do Castelo de Dublin (1204). Foto: Breno Beltrão.

Como eu falei pra vocês no "post" introdutório, não resta muito da Dublin medieval. No caso do Castelo, a situação não muda muito. O que se conhece como o "Castelo", na verdade é uma área formada por diversos prédios, alguns deles construídos a partir de "pedaços" das construções medievais, como é o caso abaixo:

Bermingham Tower, ponta sudoeste da construção original de 1204 cuja estrutura sucumbiu a uma explosão ocorrida em 1775. Foto: Breno Beltrão.

"VALE A PENA VISITAR A ÁREA DO CASTELO?"

Vale, sim. Só não vá esperando aqueles castelos maravilhosos que você vê em filmes.

Bedford Tower (1761), Dublin Castle. Foto: Breno Beltrão.

Seguindo o passeio pela região, pouco mais à frente você encontrará dois locais que certamente merecem uma visita: a Catedral Christchurch e "Dublinia".

Christchurch, de 1030. Belíssimo exemplo da arquitetura gótica em Dublin. Foto: Breno Beltrão.

Em Dublinia, o visitante tem a oportunidade de conhecer a fundo, através de uma série de painéis, réplicas, cenários e animações, a história da Dublin viking.

Réplica de barco viking, Dublinia, Dublin. Foto: Breno Beltrão.

Além da Dublin Medieval e do Mundo Viking, o turista pode, ainda em Dublinia, subir os (muitos) degraus da Torre de St. Michael para ter uma vista aérea da cidade.

Vista aérea ao sul da St. Michael's Tower, Dublinia. Foto: Breno Beltrão.

Vista aérea a oeste da St. Michael's Tower, Dublina. Foto: Breno Beltrão.

Vista aérea a Leste da St. Michael's Tower ocupada quase toda pela Christchurch. Foto: Breno Beltrão.

05. PARADA 12 - St. Patrick's Cathedral.

Apesar de construída mais de um século após a Christchurch, a St. Patrick's Cathedral é considerado o templo mais importante do país, construído para honrar o padroeiro da Irlanda, São Patrício. A Catedral foi edificada ao lado do suposto local do poço utilizado pelo santo para batizar os fiéis.

Infelizmente, na época do meu passeio, a Catedral estava coberta por dezenas e dezenas de andaimes, o que lamentavelmente não me instigou a bater uma só foto do local.

06. PARADA 13 - Fábrica da Guiness

Fazer uma visita à Guiness Storehouse, fábrica da cerveja irlandesa mais famosa do mundo, é programa imperdível. O tour custa 15 Euros e inclui um "pint" (caneca de aproximadamente 450ml) da bebida ao final.

07. PARADA 14 - Irish Museum of Modern Art e Kilmainham Gaol

O final do primeiro dia de visita a Dublin pode ser finalizado, com muito estilo, pelo museu irlandês de arte moderna e na prisão de Kilmainham, local de execução dos líderes da Revolta de 1916, evento de grande importância na criação da República Irlandesa.

"E AÍ, SIGO PARA AS OUTRAS PARADAS?"

Não. Se você fez todas as programações acima no mesmo dia, você estará morto de cansaço. Volte para o hotel, descanse um pouco e, tendo superforças, escolha um bar ou boate em Temple Bar. Sendo um ser humano normal, durma bem e restaure suas forças para o dia 02 da sua visita, dessa vez ao norte do Liffey e objeto do próximo post sobre a cidade.

Slán!

Posts da Série "Dublin":

Dublin e Arredores
Dublin e Arredores - Dia 01: ao sul do Rio Liffey
Dublin e Arredores - Dia 02: ao norte do Rio Liffey


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